O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 23/05/2018
Num país onde a valorização do índio é dado como algo de relevância social desde movimento literários como a primeira fase do romantismo e da geração do moderna, a quebra dos direitos humanos faz com que estes sejam uma minoria excluída no Brasil hodierno. Consequentemente, tal fato deve-se ao modo que essas pessoas são abordadas na sociedade. Com isso, o não apoio do Estado só agrava o problema.
É importante ressaltar que instituições de ensino não abordam de maneira correta e eficiente tal assunto. Desse modo, por mais que a escola coloque em pauta matérias que apresenta importância sobre a participação do índio para com o estudo e prática no campo artístico e histórico, esta além de apenas mostra visão eurocêntrica, oculta as bases práticas do tema, de modo indireto, com o não incentivo à valorização social, ou diretamente, falhando na apresentação da real cultura, tendo estes apenas como patrimônio imaterial. Isso pode ser refletido no número dessas pessoas no Brasil, já que não há nenhum modelo eficiente de inclusão e valorização dessa cultura, colocando em evidencia dados cada vez mais preocupantes, como é o evidenciado pelo IBGE, em 2010, mostrando que apenas 0,45% da população do país é constituída por índios.
A constituição Federativa da República do Brasil e carta magma emanam direitos essenciais à tais pessoas. Assim, qual quer ato de preconceito, injúria social ao até mesmo a não prestação de apoio estatal, é dado como ilegal, já que são considerados clausulas pétreas. Dessa maneira, por mais que exista órgãos de segurança para tribos indígenas, como é o caso da FUNAI (Fundação Nacional do índio), este não cumpre o seu papel protetor e prestador de serviços. Consequentemente , por não prestar apoio e nem monitorar serviços, o Estado quebra o contrato social –pacto entre governo e sociedade- elaborado pelo filósofo Thomas Hobbes.
Fica evidente, portanto, que medidas urgentes devem ser tomadas para combater o não apoio ao indígena brasileiro. Assim, cabe ao Ministério da educação, junto ao de justiça e o de cultura, investir em programas de maior valorização e inclusão da cultura das tribos, através de palestras mensais com representantes indígenas da região, além de aulas práticas com interação à cultura destes, para que os alunos não saiba apenas processos históricos, mas como, na prática, é a vida sociocultural daqueles de quem originaram. Só assim a chance de alcançar a cidadania pragmática é legítima e plural.