O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 12/05/2018
Tapioca. Beiju. Pato no Tucupi. Pamonha. É notória a presença de famosas receitas indígenas presentes na nossa sociedade contemporânea. Entretanto, no limiar do século XXI, o índio ainda é visto como inferior e com desrespeito. Nesse sentido, é preciso a reformulação de alguns setores para corrigir essa mazela social brasileira.
Primordialmente, apesar de os aborígenes terem sido alvos de grandes poetas românticos e modernistas, a sua cultura é tratada com superficialidade. As escolas – formadoras de opiniões críticas – tratam os indígenas como povos incivilizados, ocasionando irrespeito para com essa parte da população. Prova disso é a demolição do Museu do Índio, situado no Rio de Janeiro, que ocorreu em 2012, onde o governo comprou a propriedade para possibilitar a mobilidade ao redor do Maracanã. Com isso, é visível que o relativismo cultural propagada pelo sociólogo Mellanoviski, é quebrado pelo desacato.
Em segundo lugar, vale destacar que a crise que ocorre no sistema de demarcação de terras indígenas é o principal fator de exclusão dessas minorias . Segundo o Conselho Indígena Missionário (CIMI), no ano de 2017 havia mais de 300 processos sobre demarcação territorial a serem resolvidos pela TRF, e que ainda hoje, não foram julgados. Essa crise tem como causas como: a mineração, o agronegócio e empresas transnacionais; exemplo disso é a hidrelétrica de Belo Monte. Somando ao ideário de Habermas, é fundamental ter conhecimento da diversidade nacional, para que assim, sejam garantidos os direitos de diversos grupos presentes na sociedade.
Fica claro, portanto, que a cultura dos povos indígenas é amplamente desvalorizada e desrespeitada. Em primeiro lugar, as escolas em parceria com os meios mediáticos podem propagar sobre a cultura das tribos brasileiras, com vídeos e documentários, afim de que o preconceito seja desvinculado dessa parcela populacional. Cabe ao governo garantir a demarcação de terras indígenas, multando incansavelmente empresas que desrespeitem as comunidades e acelerando os processos registrados no TRF, assim, os direitos dos índios serão garantidos e a negligência feita pelo poder público não será mais cometido.