O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 30/05/2021
José Saramago disse que vivemos uma cultura de banalização, onde tudo que é banal está sujeito ao consumo. Infelizmente, no Brasil, essa fala se torna realidade já que a presença dos alimentos ultraprocessados está cada vez mais rotineira na mesa dos brasileiros. Por terem uma extensa data de validade e serem preparados de uma maneira prática, as pessoas veem esses produtos ultraprocessados como um “milagre” do século.
Dessa forma, com o grande aumento do consumo desses alimentos por um longo tempo surgem, ao decorrer dos anos, problemas de saúde como a obesidade, colesterol alto, diabetes e até mesmo a depressão. Além das doenças, há de ser lembrado que o exagero leva ao vício, sendo assim muitas vezes dificultando a mudança de hábito. Segundamente, nota-se a ineficácia do sistema educacional brasileiro no incentivo à ingestão de alimentos saudáveis, com isso os discentes não são introduzidos à dietas balanceadas, assim promovendo o sobrepeso e desnutrição infantil.
Diante do exposto, medidas são necessárias para solucionar esse impasse. O Ministério da Saúde, juntamente com o Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec) devem deixar os rótulos mais explícitos ao usuário por meio de um projeto entregue à Câmara dos Deputados. Além disso, devem propor a maior divulgação da técnica utilizada no processamento de cada alimento e buscar espaços na TV, rádio e jornal local para a divulgação de produtos de trabalhadores regionais por meio de um projeto de Lei entregue a Câmara dos deputados. Espera-se que com essas ações o consumo de ultraprocessados diminuía e aumente o de alimentos mais saudáveis melhorando a dieta da população brasileira e por conseguinte a sua saúde.