O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 30/05/2021

Os alimentos ultraprocessados podem ser considerados como produtos alimentícios feitos com ingredientes industriais e com pouco ou, às vezes, quase nada dos alimentos originais. O processo de produção é tão intenso que os alimentos acabam perdendo a estrutura, a cor e o sabor original, pois são adicionados substâncias químicas em suas composições. Apesar de haver vários programas contra o sedentarismo e muitas campanhas sobre alimentação saudável, ainda é visível que a população brasileira opta por práticas alimentares mais cômodas e menos benéficas à saúde, pela rapidez e facilidade de consumo. Tudo isso tem um grande impacto, no padrão alimentar dos brasileiros.

Em primeira análise, é importante mencionar que devido a intensa rotina de trabalho da população brasileira, as pessoas passam a ter mais horas na jornada de trabalho e, consequentemente, menos tempo para preparar suas refeições e para se dedicar à saúde. Assim, os alimentos ultraprocessados se tornam opções mais viáveis, já que são facilmente encontrados e mais rápidos de serem consumidos. Nesse contexto, é evidente que a alta rotina de trabalho impacta, de forma negativa, a prática alimentar dos brasileiros, causando diversos problemas de saúde, entre eles a obesidade.

Além disso, é importante ressaltar que outro motivo do aumento do consumo de produtos alimentícios industrializados, pelos brasileiros, pode ser o alto número de propagandas. Nesse ponto de vista, a propaganda estimula a população a procurar produtos e alimentos que despertem o desejo de consumo, deixando de lado o caráter nutritivo. Outrossim, a ideia de ingerir um alimento saboroso, porém pouco saudável, é associada ao prazer imediato, confirmando a análise do sociólogo Zygmunt Bauman sobre o fato de vivermos em tempos líquidos, em que o prazer e o imediatismo predominam sobre a preocupação com o futuro.

Logo, é de extrema importância que medidas mais eficazes sejam tomadas para reduzir o consumo dos alimentos ultraprocessados, no padrão alimentar brasileiro. Então, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver projetos em que empresas alimentícias diminuam o uso de aromatizantes, corantes, conservantes e outras substâncias químicas nos alimentos por meio de agencias regulares de fiscalização, visto que são esses aditivos químicos que comprometem a saúde da população brasileira, a fim de reduzir os males causados na sociedade por essas substâncias. Ademais, o governo, deve oferecer programas que incentivem e facilitem a compra de alimentos orgânicos, como no financiamento à produção de pequenos produtores locais e, consequentemente, abaixando o preço dos produtos naturais. Dessa forma, espera-se que a população brasileira reduza a ingestão dos ultraprocessados e que sejam removidos do padrão alimentar brasileiro.