O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 25/05/2021

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde ( PNS ) publicada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, mais de 50% dos brasileiros estão acima do peso, sendo cerca 20% obeso. Diante de tal análise, é possível afirmar que há um fator provocativo: os impactos dos alimentos ultraprocessados. Sendo assim, se faz necessário a análise do padrão alimentar do brasileiro, buscando alcançar uma sociedade brasileira saudável.

Em princípio, vale caracterizar que, com o crescimento do capitalismo e da produção alimentícia, veio a chegada de um certo fator problemático: a disparidade de preços entre alimentos frescos e comidas enlatadas e fast foods. Tal cenário ocorre pelo fato de que os processos para que o cidadão desfrute de alimentos que fazem bem à saúde, tornam estes menos acessíveis parcimoniosamente, visto que os investimentos em agricultores que não utilizam produtos químicos tendem a só decair, assim elevando o consumo pela população brasileira. Outro agente considerável seria o bombardeamento de publicidades de alimentos que são atrativos aos olhos, induzindo os indivíduos ao consumo. Por serem fabricados em larga escala, os preços acabam sendo mais baratos que produtos saudáveis, o que estimula o consumo pelas diversas classes.

Outrossim, a mais nova forma de vida trazida pela Revolução Industrial teve como uma de suas consequências o aumento das cargas frenéticas de trabalho. Desta forma, a população tem menos tempo de preocupação com a saúde, dificultando mais ainda uma boa alimentação. Em evidência de tal análise, é a preferência dos delivery de fast-foods e ultraprocessados em proporção com a prática de cozinhar em sua moradia.

Diante dos fatos analisados, é necessário que o Ministério da Saúde junto com profissionais da saúde e a Mídia deve elaborar publicidades que mostre o prejudicial dos alimentos industrializados, como também instruir a população em como ter hábitos saudáveis e acessíveis no cotidiano, com intuito de construir uma sociedade crítica diante de seus hábitos alimentares. Além disso, cabe ao Ministério da Agricultura realizar políticas para que agricultores diminuam o uso de substâncias prejudiciais em suas produções, deste modo, diminuindo os custos dos processos e facilitando a chegada destes alimentos até o consumidor.