O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/05/2021
Uma justificativa para o aumento da obesidade, diabetes, alguns tipos de câncer, entre outros, é a ingestão de alimentos ultraprocessados na rotina alimentar da população Brasileira. Mesmo possuindo bastante facilidade de acesso à informação sobre saúde e sedentarismo, vários Brasileiros ainda optam pela prática mais confortável e menos saudável a saúde de si próprio.
O resultado de um levantamento feito pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que durante a pandemia da Covid-19 houve um crescimento no consumo de alimentos ultraprocessados nas pessoas com baixa escolaridade das regiões norte e nordeste do país, alimentos esses que são feitos principalmente de ingredientes industriais. Falar que as indústrias alimentícias tentam trazer aos consumidores uma comida mais saborosa e as vezes menos saudável se dá por conta da procura da sensação de prazer imediato vinda da população, assim apenas confirmando por exemplo, uma fala do Sociólogo Zygmunt Bauman, onde ele afirma que “vivemos em tempos líquidos, em que o hedonismo e o imediatismo predominam sobre a preocupação com o futuro”.
Entre os anos de 2003 e 2019, a proporção de pessoas obesas presentes na população com 20 anos ou mais de idade do país duplicou, passando de 10% para 20%. Ademais também ocorreu da proporção de pessoas com excesso de peso na população da mesma faixa etária subir de 40% para 60%, dados esses vindos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Como resposta para que a perda nos índices de ingestão de alimentos ultraprocessados ocorra, podemos citar a diminuição dos preços das comidas orgânicas, assim o governo promovendo programas que facilitem a compra de tais alimentos, financiando até a produção de pequenos produtores e diminuindo o preço dos produtos. Por outro lado, a população procure a busca de informação e tratamento da saúde de si próprio.