O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/05/2021

Confúcio, filósofo chinês, outorgou que “o homem joga sua saúde fora para conseguir dinheiro, depois, usa o dinheiro para reconquistá-la novamente”. De forma análoga, o brasileiro, fitando economizar tempo em sua rotina, opta pelo consumo de comidas ultraprocessadas, que são muito mais rápidas para serem consumidas. Porém, distintamente da frase do pensador, os óbices causados pelo consumo desses aperitivos são inconvertíveis, o que emerge a mitigação do consumo de alimentos naturais e a desestruturação do padrão alimentar nacional.

Por conseguinte, o feijão, a farofa de mandioca, o arroz, dentre outros alimentos consuetos consumidos no território brasileiro, vão perdendo espaço para o fastfood, uma alternativa mais módica e rápida. Em segundo plano, vale salientar que as comidas caseiras, que são muito mais salutares mormente por conta da possibilidade de conhecer a procedência dos ingredientes, não são opções primordiais visadas pelo brasileiro, em grande parte pela facilidade de comprar um lanche na rua e subsequentemente consumí-lo, sem necessidade do preparo e planejamento antecipado.

Como resultado, a saúde a longo prazo dessas pessoas vai se esvaindo, com cada vez mais casos de colesterol alto, diabetes, problemas de coração, obesidade e câncer, sendo decorrentes dos ingredientes e processos atrelados aos alimentos ultraprocessados. Ademais, a freguesia assídua de fastfood deixa de gozar do momento da refeição e se compenetra somente no fato de estar economizando tempo em sua rotina cotidiana, perdendo momentos importantes de descontração e descanso.

Dessarte, com a percepção do aludido problema, medidas devem ser tomadas. O Ministério da Saúde deve reduzir os produtos químicos e substituir processos de conservação dos alimentos ultraprocessados, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, fazendo com que essas substâncias sejam mais idôneas para o consumo humano e não prejudiquem cabalmente a integridade física de seus consumidores.