O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/05/2021
A alimentação é um dos pilares para a sobrevivência das espécies, o ser humano, conforme sua evolução progride, aplica diversos conhecimentos em seus hábitos alimentares, modificando seu alimento com a finalidade de alterar, por exemplo, seu sabor, seu aroma ou até sua validade. À medida que os avanços científicos progridem, as modificações nos alimentos progridem proporcionalmente, muitas vezes alterando padrões alimentares em sociedades diversas, ocasionando consequências na alimentação de todos os indivíduos.
Padrões alimentares são desenvolvidos mutualmente nas sociedades consumidoras, entretanto, com a globalização os padrões alimentares foram violentamente alterados, de forma que o consumo de alimentos ultraprocessados aumentou de forma alarmante. Segundo o portal de notícias G1, cerca de 12% dos brasileiros reconhecem os malefícios do consumo de alimentos industrializados, dessa forma, torna-se coerente, que a omissão escolar contribui para o aumento dos impactos resultantes do consumo desses alimentos. Como resultado, a saúde a longo prazo dessas pessoas, piora, com cada vez mais casos de colesterol alto, diabetes, problemas de coração, obesidade e câncer, principalmente decorrentes dos ingredientes e processos envolvidos nos alimentos ultraprocessados. Os consumidores de fastfood deixam de aproveitar o momento da refeição, que pode ser muito prazeroso, e se concentram apenas no sucesso, perdendo momentos de descontração e descanso.
Também é válido ressaltar a ineficiência das políticas públicas em promover uma educação alimentar na população. De acordo com dados do Ministério da Saúde, 55% dos jovens tem hábitos alimentares irregulares. Por conseguinte, os jovens são os que mais consomem alimentos ultraprocessados, tendo em vista que são facilmente persuadidos por esses itens devido à falta de instrução sobre hábitos saudáveis. Isso porque, as instituições de ensino não atuam de maneira eficaz em orientar os alunos a optarem por alimentos naturais, pois visam apenas os conteúdos teóricos.
Conclui-se que deve haver medidas para minimizar o consumo de alimentos ultraprocessados no âmbito social. Logo, cabe ao Poder Legislativo desenvolver um projeto de lei que imponha as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos, uma vez que esses produtos comprometem a saúde dos indivíduos. O Ministério da Educação, por intermédio de nutricionistas, deve promover a educação nutricional nas escolas, orientando os docentes a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes, para que os indivíduos possam praticar uma alimentação saudável em suas vidas.