O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 27/08/2020

No filme espanhol, apresentado pela Netflix, “O poço” retrata o cotidiano de Goreng, um homem que por vontade própria entrou em uma prisão de 333 andares, cada andar preenchido por uma dupla. A trama do filme gira em torno da comida, a qual é mais farta nos andares superiores e quanto mais baixo, mais escassa ela fica. Embora seja uma obra de ficção, pode ser associado ao atual panorama brasileiro que são os impactos de alimentos ultraprocessados na alimentação. A compulsividade humana por comida está ligada diretamente a esse tema, causando maiores riscos a doenças como, obesidade, cancêr, hipertensão, diabetes, entre outros.

Em primeiro plano, a definição de compulsivade alimentar (TCA), que é considerada um distúrbio caracterizado pela ingestão exagerada de alimento que ocorre mesmo sem a presença de fome ou necessidade física do alimento. Geralmente, grande parte da comida ingerida são alimentos ultraprocessados, como por exemplo, fast food, alimentos congelados (lasanhas, nuggets, pizzas) ou bebidas como, refrigerantes e sucos de caixa. Segundo a OMS, estima-se que 2,6% da população mundial tem o TCA, equanto no brasil o porcentagem é maior, cerca de 4,7% dos brasileiros tem esse disturbio. Segundo outros dados, 60% dessas pessoas são obesas  e 15% são obesos mórbidos. Estes dados mostram a gravidade da ingestão de comidas processadas, somados a distúrbios alimentares.

Em segundo plano, o risco que esses alimentos causão a saúde, são diversos, esse problemas a saúde ocorrem devido a grande quantidade de aditivos quimicos como, açucares, sódio e gorduras hidrogenadas, com a finalidade de “ganharem mais vida” nas prateleiras de supermecados, em outras palavras,essas proteínas vazias que em nada agregam (de maneira saudável) ao organismo humano, e em níveis elevados acabam entrando em execesso na corrente sanguínea, causando o comprometimento de vasos, aumento da pressão sanguínea, excesso de glicose e até mesmo causando lesões nas celulas o que pode facilitar o aparecimento de tumores. Um estudo feito pela USP feitos com mais de 100 índividuos com média de 43 anos, revela que um consumo de 10% a mais de alimentos ultraprocessados, aumentava em 12% a chance de problemas cardiovasculares e 11% a chance de um infarto.

Uma maneira de reduzir esses impactos na sociedade brasileira, é que o poder legislativo crie uma lei que aumente os impostos sobre alimentos que ultrapassam o limite ideal estabelecido pela OMS, e que o crescimento da taxa seja diretamente proporcional a quantidade de gramas ultrapassada dos limites. Assim, arrecadando verbas para a saúde geral e tratamento de pessoas com disturbios alimentares, como o TCA  e, também, a programas de conscientização pública sobre os maléficios destes alimentos.