O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 27/08/2020
Desde o período paleolítico, o ser humano tem arranjado diversas formas de fazer com que seus mantimentos durassem longos espaços de tempo, como: fogo, sal, refrigeração e hodiernamente, conservantes. Nesse sentido, as maneiras de perdurar alimentos tem sido de vital importância na atual conjuntura social globalizada brasileira, na qual as informações são fluidas, fazendo com que o individuo possua menos tempo disponível para a escolha e o preparo de pratos, optando então, por alimentos ultraprocessados, que propiciam diversos malefícios a saúde, como: a maior propensão a doenças cardiovasculares, além de viciar, ocasionando o aumento da massa corporal, levando à obesidade em níveis de risco.
A alimentação está diretamente ligada a saúde humana, haja vista que ao ingerir alimentos, a pessoa absorve os seus nutrientes e os demais ingredientes contidos na refeição, inclusive, os que prejudicam o funcionamento do organismo. Sendo assim, conforme Carlos Monteiro, professor titular no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública de da USP, um acréscimo de 10% de alimentos ultraprocessados acarreta ao aumento de 12% do perigo de infarto e 11% de acidente vascular cerebral (AVC), levando em conta a alta quantidade de sódio, açúcares e gorduras trans compreendidos na composição de alimentos deste tipo, que por sua vez, possibilitam a criação de camadas de gordura nas artérias, facilitando as doenças descritas por Carlos Monteiro.
Outrossim, nos alimentos ultraprocessados há a presença de diversos ingredientes que levam ao vicio, tais como: açúcares e gorduras, que proporcionam mais energia para o organismo, bem como os sais que ajudam no balanço hidreletrolítico. Todas essas situações contribuem para que aumente a vontade de obtê-los, criando diversas situações no qual haverá o desejo de ingerir o conteúdo mesmo sem ter possuir fome, fazendo com que resulte no aumento de lipídios no corpo humano, e, por consequência, a obesidade.
Em suma, os alimentos ultraprocessados estão presentes na vida de diversos brasileiros, levando a essa população problemas alimentares relacionados a quantidade de produtos industrializados em sua composição. Logo, o governo brasileiro por meio do ministério da economia devem adicionar taxas às mercadorias deste quesito nos supermercados, além de oferecer incentivos fiscais aos produtores de alimentos “in natura”, ou de alimentos com uma pequena quantidade de materiais industrializados em sua formação, visando o aumento de vendas de produtos naturais e menos prejudicais ao consumidor. Desta maneira, a população brasileira possuirá um cardápio mais balanceado e saudável, evitando problemas futuros.