O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 26/08/2020

“Quando nascemos fomos programados a receber o que vocês no empurravam, com os enlatados do U.S.A, de nove às seis. Desde pequeno nós comemos lixo comercial e industrial,” é uma música da banda Legião Urbana que pode ser relacionada ao consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados no Brasil. Não obstante, hodiernamente essa ação é facilitada em virtude da praticidade que esses produtos oferecem, bem como preços acessíveis a uma grande parcela da sociedade.

Em conformidade com a ABESO (Associação Brasileira para o estudo da obesidade e da síndrome metabólica), os métodos do processamento alteram desfavoravelmente a composição do mantimento, elevando assim, a quantidade dos componentes prejudiciais a saúde, como o sódio. Além disso, tal atitude está ocasionando uma diminuição da alimentação básica, cuja junção oferece todos os aminoácidos essenciais para o nosso corpo.

O fato dos ultraprocessados serem comercializados em abundância e por baixo custo agrava o problema. Pois, assim são comumente incorporados na dieta da população brasileira. Muitas vezes esse alimentos substituem outros in natura, frescos ou menos industrializados produzidos na região próxima ao consumidor de forma que exigiria menos técnicas para conservação uma vez que o alimento não precise viajar por longas distâncias até a mesa do cliente.

Mediante os fatos apresentados, é indispensável a necessidade de intervenção imediata no que diz respeito aos impactos que os alimentos ultraprocessados possuem na saúde da sociedade. Portanto, o Ministério da Saúde, devem buscar meios de conscientizar a população acerca dos malefícios do consumo desses alimentos. Isso pode ser feito a partir de campanhas que mostrem as consequências do consumo desacerbado de produtos ultraprocessados, bem como deve-se implantar um currículo de educação nutricional básica nas escolas.