O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 26/08/2020
Os dados sobre consumo alimentar no Brasil são bem abrangentes, pois têm sido realizadas várias pesquisas de âmbito nacional que retratam a alimentação do brasileiro. O último inquérito realizado pelo IBGE, em parceria com o Ministério da Saúde, em 2008-2009, avaliou mais de 30.000 indivíduos de todas as regiões do país. Todos os indivíduos com 10 anos ou mais dos domicílios sorteados para a pesquisa preencheram dois dias de registro de todos os itens alimentares consumidos em casa ou fora de casa.
Vale salientar que a disseminação de propagandas de produtos alimentares industrializados impulsionam o consumo.Segundo os filósofos Adorno e Horkheimer,a industria cultural utiliza dos meios de comunicação de massa para disseminar padrões de consumo que geram uma falsa sensação de felicidade e prazer.Sob tal ótica,as mídias de grande alcance facilitou a propagação de anúncios de alimentos prontos ou semi-prontos ricos em açucares,sais e gorduras.Assim,devido a rotina de trabalho intensa dos indivíduos os alimentos ultraprocessados se tornaram opções mais viáveis,visto que são facilmente encontrados e possuem alto prazo de validade.
Alimentos como doces, refrigerantes, pizzas e salgados fritos e assados são considerados menos saudáveis, pois sua ingestão leva a um grande consumo calórico. Além disso, esses alimentos apresentam baixo teor de vitaminas e minerais necessários como cálcio, ferro e outros. Destaca-se que o consumo desses alimentos cresce com o aumento da renda per capita da população e é mais expressivo entre os jovens.
Cabe a população brasileira a se conscientizar a respeito da alimentação, pois não é saudável comer carnes gordurosas todos os dias, se prejudica a si mesmo e ao reino animal. Por outro lado, o consumo de frutas e verduras, alimentos protetores para doenças como o câncer e as cardiopatias, se reduz muito nas faixas de menor renda e também entre os mais jovens.