O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/08/2020

Baseado em estudos científicos, a nutricionista Sophie Deram - também escritora – divulgou em 2014 o índice exorbitante de crianças com deficiência em vitaminas e sais minerais, por culpa de dietas irresponsáveis e ineficazes para a saúde dos mesmos. A profissional constatou depois de anos de pesquisa cientifica sobre nutrigenômica – a relação nutrição e genética – que o terrorismo nutricional aliado à baixa informação por parte do grupo social menos abastado da sociedade, vem aumentando o numero de doenças psicológicas e nutricionais pela baixa ingestão dos nutrientes e carboidratos.

Embora existam muitas maneiras de defini-lo, o alimento ultraprocessado, tipicamente, é aquele embalado ou o “fast food” que traz muitos ingredientes, como açúcares adicionados, carboidratos refinados, óleos industriais, sódio, sabor artificial e conservantes.

Pode-se afirmar que certos produtos industrializados, como o leite, recebem poucas alterações e são seguros para o consumo. Porém, embora proibida por lei, a adição de soda cáustica, formol e água oxigenada é uma realidade na indústria de laticínios, com casos de adulteração revelados em 2014, 2015 e 2017 em São Paulo e no Rio Grande do Sul, devido à “Operação Pasteur”, da Polícia Federal.

Portanto, o consumo constante de produtos industrializados ocasiona danos à saúde e prejuízos financeiros no futuro, tornando a alternativa dos alimentos saudáveis mais vantajosa. É necessário que o MEC, em parceria com o Ministério da Saúde, forneça uma ampla educação alimentar nas escolas, de modo a ensinar as crianças e os pais sobre o processo do plantio até a colheita. Deve-se também propor que a ANVISA torne a fiscalização da indústria alimentícia mais rigorosa, assim como também tornar punições em caso de irregularidade mais severas.