O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/08/2020
“A alimentação não consiste tão somente em ingerir os alimentos. A boa alimentação deve estar em harmonia com um princípio básico: Nada em excesso.”, diz o escritor brasileiro Emídio Silva Falcão. De forma análoga, é possível associar esta citação ao uso abusivo de alimentos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro, já que deixa claro que faz-se necessário rever a alimentação de forma equilibrada. Com isso, é perceptível que os principais problemas ao abusar deste tipo de comestíveis está associado ao surgimento de doenças crônicas e ao aumento da dependência e obesidade na sociedade.
Em primeira análise, sabe-se que para que o alimento dure mais tempo, as empresas abusam de conservantes, como mostra o documentário Forks Over Knives da Netflix. O mesmo expõe como o consumo de produtos de origem animal e alimentos processados fazem parte do mundo ocidental e podem ser desencadeadores de doenças como diabetes, doenças do coração, câncer, entre outras. Sendo assim, é alarmante a demanda de refeições ultraprocessadas consumidas por grande parte dos brasileiros, o que acaba por gerar um risco alto de danos à saúde.
Em segunda análise, alimentos processados e industrializados contribuem para a obesidade porque possuem um alto valor calórico, devido à quantidade de carboidratos simples e gorduras ruins em sua composição. Além disso, são pobres em vitaminas e minerais, fundamentais para regular todos os processos metabólicos do corpo. É de extrema necessidade citar o impacto de redes de comidas rápidas, como Mc Donald’s e Burguer King, na alimentação prejudicial, já que a quantidade elevada de carboidratos e gordura oferecida por esses alimentos não apenas favorece o ganho de peso, mas também a elevação do nível de triglicérides, colesterol e açúcar no sangue, diz o cardiologista João Vicente Da Silva, intensificando os problemas físicos do ser humano.
À vista disso, conclui-se que os principais problemas ao abusar deste tipo de alimento está associado ao surgimento de doenças crônicas e ao aumento da dependência e obesidade na sociedade. Deste modo, faz-se necessário que o Ministério da Saúde juntamente com a fiscalização do Governo Municipal exija para cada estabelecimento, através da criação de leis mais rígidas, um profissional nutricionista para auxiliar na criação do cardápio, com o intuito de reduzir alimentos prejudiciais. Além do mais, é essencial que o Sistema Básico de Saúde incentive a população, a partir de campanhas e palestras dadas por médicos, a ter refeições mais naturais e de forma equilibrada, assim conscientizando todos sobre os malefícios da obesidade. Desta maneira será possível a alimentação entrar em equilíbrio, como diz Emídio Silva Falcão.