O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/08/2020

A educação alimentar não é algo comum na sociedade brasileira, pouco se sabe sobre os produtos industrializados e seus benefícios ou malefícios. Nas propagandas televisivas é passado apenas impressões positivas acerca dos alimentos e poucos detalhes sobre eles. Isso acontece, pois os alimentos processados e ultraprocessados geralmente fazem mal a saúde dos consumidores, por ser alimentos feitos em indústrias e possuir diversos ingredientes, sendo muitos desses desconhecidos pelos consumidores. Sendo assim, a falta de informação mantém o hábito alimentar de consumo dos processados e ultraprocessados, o que movimenta a economia do setor, mas que a longo prazo gera grandes problemas à saúde.

As indústrias de alimento trabalham para produzir produtos com bons sabores, para assim vender bem. O problema está na forma em que se dá sabor aos alimentos. Por exemplo, o refrigerante, que é uma bebida muito consumida no mundo, é composto de quantidades muito grandes de açúcar e sal. O açúcar, utilizado para adoçar e garantir o bom sabor. Já o sal, utilizado para dar equilíbrio a bebida em relação ao sabor, pela alta concentração de açúcar, que pode tornar a bebida enjoativa. Essas e outras informações são desconhecidas por grande parte dos consumidores, o que a longo prazo gera problemas à saúde.

Ademais, os problemas de saúde já são notados nos países em que há grandes produtores de ultraprocessados. Por exemplo, os Estados Unidos, país onde se popularizaram os “fast foods” - alimentos de rápida preparação que possuem alta concentração de gordura e são acompanhados de produtos processados e ultraprocessados. No início do século XXI, pouco se notava as consequências que a cultura dos “fast foods” estavam causando no país. Contudo, na segunda década do século esse hábito se tornou um grande problema na saúde, em que mais de 30% dos habitantes têm problemas de obesidade no país.

Em suma, a educação alimentar se mostra extremamente importante para evitar problemas de saúde. Sendo assim, a fim de diminuir a falta de informação das pessoas e evitar os problemas já citados, é dever do Ministério da Educação em conjunto com o Ministério da Saúde promover palestras anuais sobre alimentação nas escolas durante o período do ensino fundamental II. Dessa forma, as crianças chegarão à fase adolescente com consciência do que lhe faz mal ou não e com informação suficiente para compartilhar com seus familiares e mudar os hábitos alimentares em casa.