O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 22/08/2020
No documentário chamado “Super Size Me”, Morgan Spurlock, diretor do filme, come por um mês apenas alimentos vindos de uma rede de fast food e mostra os terríveis resultados desse experimento. A partir disso, é possível ver uma realidade parecida com a de muitas pessoas no Brasil que tem suas dietas baseadas nesse tipo de comida, as ultra processadas. De fato, esse estilo de vida gera complicações, tais como problemas de saúde e danos ao meio ambiente.
Em primeiro lugar, os alimentos processados sofrem várias modificações desde sua origem natural, se tornando industrializados quase que por completo. Certamente, essas mudanças são feitas para aumentar o prazo de validade dos produtos e eles acabam chamando atenção do público por serem práticos de se fazer. Porém, a simplicidade pode trazer malefícios à saúde humana por causa dos adicionais que contém altas quantidades de caloria, sódio, gordura, entre outros. Além do mais, alguns desses conservantes são até mesmo fabricados em laboratórios a partir de carvão e petróleo, por exemplo.
Em segunda análise, nos últimos anos o consumo dos tradicionais pratos brasileiros como feijão, arroz e carnes tem diminuído, e perderam lugar para os ultraprocessados. Evidentemente, essa alta demanda exige a produção em massa de embalagens que contribuem na poluição da natureza pelo fato de muitas das vezes não serem biodegradáveis.
Em suma, o consumo desse tipo de comida gera problemas tanto para a saúde humana quanto para a ambiental. Portanto, cabe ao Ministério da Educação juntamente ao Ministério da Saúde promover palestras nas escolas sobre educação alimentar para alunos ainda dos primeiros anos escolares. Dessa maneira, o Brasil estará agindo de acordo com o “Guia Alimentar para a População Brasileira”, evitando danos futuros para a saúde nacional.