O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 22/08/2020

O professor titular do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Publica da Universidade de São Paulo, Carlos Monteiro, afirma que a alimentação saudável é um dos maiores desafios do século 21. Nesse sentido, a declaração do educador faz referência ao abalo causado pelos alimentos intensamente industrializados, os quais revelaram-se causadores de sobrepeso, obesidade e outras doenças. Sob esse prisma, a tendência crescente do consumo desfavorável desses produtos ocorre devido ao marketing agressivo das empresas e à insciência coletiva dos habitantes a respeito dos hábitos alimentares benéficos. Logo, tal contexto demanda novas atitudes estatais e populares.

A priori, a propaganda das companhias dos alimentos processados inclinam-se a estimular, manipuladamente, o consumidores, aprimorando as técnicas dos próprios anúncios, tais ações são exemplificadas no documentário do jornalista e diretor Morgan Spurlock, Super Size Me 2. Nessa lógica, a produção audiovisual explanara que após a substituição do termo “frito” para “grelhado” em promoções, houve aumento das vendas no setor do fast-food, como resultado, originando novos casos de obesidade. À vista disso, a publicidade dos alimentos, nutricionalmente, desbalanceados influenciam a comercialidade, a qual, por sua vez, modifica os costumes alimentícios e a saúde pública.

Outrossim, a falta de conhecimento da sociedade sobre esse tópico se manifesta comum, essa realidade é sintetizada nas palavras de Najla Veloso: “Esse debate não é muito antigo. Falamos de fome por muitos anos e falamos pouco da qualidade do que se come”, que é uma coordenadora e incentivadora de programas de nutrição adequada escolar. Desse modo, tal alegação ressalta a supressão de aprendizagem, a qual é garantida por direito, aos indivíduos desde a educação básica. Em detrimento disso, transparece uma insuficiência das ações dos conscientizadores da  coletividade nacional.

Portanto, com a função de contrapor o quadro prejudicial supracitado, cabe ao Ministério de Comunicação e Marketing, por meio das recomendações da OMS, promulgar uma série de regulamentações das campanhas comerciais de ultraprocessados, tais diretrizes farão parte do pacote de leis: “Alimentos Honestos” - que não permitirá propagações persuasivas, lotes de ingredientes inconsistentes, etc - , objetivando a redução da influência da publicidade no setor desses alimentos impróprios. Dessa maneira, é valido, também, salientar o papel da Mídia, cujo objetivo de conscientizar a comunidade, por meio de apresentações didáticas (com profissionais nutricionistas) acerca da educação alimentar, visando a consciência comunitária da temática. Em consequência disso, uma das questões de maior preocupação no século 21 será solucionada.