O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/08/2020

No Brasil, as pessoas consomem um grande número de alimentos ultraprocessados, resultantes de uma alimentação culturalmente irregular, que pode ocasionar em inúmeras doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alto e obesidade. De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE em 2015, mais da metade da população brasileira apresenta excesso de peso decorrente da má alimentação. Nesse contexto, o exagero de alimentos ultraprocessados gera uma alimentação desequilibrada, além de diversos transtornos sociais.

Em primeiro lugar, é importante analisar o porquê do sucesso de uma refeição nada benéfica. Vítima da aceleração do mundo moderno, a alimentação tem se resumido a produtos industrializados, que não são saudáveis e pouquíssimo nutritivos. Com efeito, isso se dá por conta da identidade cultural brasileira, ou seja, as pessoas optam por viver de uma maneira mais prática e fácil, e consequentemente há uma tendência de adotar novos hábitos alimentares mesmo que não haja nutrientes ou seja saudável. De acordo com Zygmunt Bauman, “o prazer imediato e o pouco cuidado com o futuro têm sido prioridade na vida do indivíduo brasileiro, que, em todo o tempo, prefere o mais rápido – de certa forma, o mais saboroso – e deixa de lado o que pode, de fato, alimentá-lo”. Diante desse fator, surgem diversas consequências que evidenciam ainda mais as características do mundo atual.

Dentre esses efeitos, o que parece se destacar mais é a obesidade no Brasil. Sabe-se, porém, que esse excesso é apenas o início de uma variedade de problemas que, em conjunto, prejudicam ainda mais o indivíduo. De acordo com a Revista Saúde Pública, “obesidade em destaque é por conta do consumo de ultraprocessados, que são rapidamente absorvidos pelo organismo e de baixo teor de saciedade”.Percebe-se, então, certa urgência na adoção de medidas que trabalhem esses problemas alimentares e seus efeitos.

Torna-se evidente, portanto, a existência de uma regulação na alimentação de ultraprocessados, uma vez que ela causa um grande impacto social, de modo que este problema se reduza cada vez mais. Desta forma, o Governo deve administrar a mídia, de forma que esta minimize o marketing de produtos industrializados, e acabe por apresentar mais publicidades sobre a valorização de uma alimentação adequada. Além disso, no contexto de reeducação alimentar, as escolas tem como papel fundamental promover palestras de nutricionistas e até aulas de gastronomia, a fim de começar a tratar o problema desde de cedo, com conscientização. Só assim, tratando as causas e minimizando os efeitos negativos, será possível amenizar os impactos causados pelos alimentos ultraprocessados.