O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 18/10/2019
Com os conhecimentos relacionados à cinética química, em que os estudos se baseiam na análise e no controle da velocidade de reação dos compostos, a ciência desenvolveu novas formas de produzir e armazenar produtos alimentares. Com essa evolução, houve o aumento do consumo de gêneros ultraprocessados e a modificação do padrão alimentar de vários brasileiros devido, principalmente, à facilidade de preparo dessas mercadorias. Esse fato, no entanto, pode estar associado a problemas de saúde presentes no país. Logo, faz-se necessária uma reflexão crítica acerca do tema.
A princípio, é válido pontuar que a pretensão econômica dos empreendimentos de produção alimentícia está diretamente ligada ao padrão alimentar brasileiro. Sob esse viés, para os pensadores da Escola de Frankfurt, a indústria cultural cria formas de consumo baseadas nos gostos e costumes do grande público, de modo a tornar seus serviços uma cultura de massas e lucrar com ela. A esse respeito, várias empresas promovem a imagem positiva de artigos ultraprocessados pelo fato de proporcionarem maior praticidade em armazenamento e preparo. Por essas qualidades, esse perfil de produto apresenta maiores chances de aceitação no mercado, o que o torna parte do cotidiano de várias pessoas.
Entretanto, esses alimentos, como padrão de consumo, podem gerar sérios impactos à saúde de seus consumidores. Nesse sentido, é necessário citar os prejuízos causados pelos conservantes e outros ingredientes químicos adicionados aos produtos ultraprocessados. Segundo Agência das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) podem estar presentes nesses alimentos amido, açúcares, sódio e gorduras trans, considerados nutrientes críticos, pois potencializam a obesidade e outras doenças crônicas não transmissíveis, como pressão alta e infarto. Desse modo, é possível compreender os malefícios que determinados gêneros alimentícios podem provocar à saúde dos indivíduos que consomem de maneira intensiva essas mercadorias.
Destarte, para diminuir os problemas relacionados aos alimentos ultraprocessados, é preciso que o Governo Federal, na figura do Ministério da Saúde, promova políticas de estímulo a hábitos mais saudáveis de alimentação. Isso pode ser feito por meio da criação de campanhas nos diversos meios de comunicação, como canais televisivos, jornais e rádios, com abordagens relacionadas aos problemas causados por esses produtos e como obter padrões corretos de nutrição. Essa medida pode ser acompanhada pela disponibilização de cartilhas informativas a respeito do tema em escolas, centros comerciais e demais instituições, a fim de promover maior conhecimento dos brasileiros sobre os impasses provocados pelos ultraprocessados e melhorar a qualidade de vida da população.