O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 15/10/2019

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade encontrou obstáculos ao longo do seu desenvolvimento. Assim, os alimentos ultraprocessados vêm causando modificação no padrão alimentar da população brasileira. Nesse contexto, deve-se analisar como a industrialização e a falta de informação da sociedade causaram essa problemática.

É importante destacar, primeiramente, que a industrialização é a principal responsável pela modificação no consumo da sociedade brasileira. Isso ocorre devido às empresas estarem interessadas em maximizar seus lucros, em virtude da crise de 1929, que indubitavelmente gerou uma grande revolução no comportamento, principalmente, na produção alimentícia. Com o avanço tecnológico, as empresas conseguiram mudar a composição dos alimentos a fim de maximizar o tempo de “vida”, consequentemente gerou alimentos ultraprocessados que iram causa na população “leiga” uma maior probabilidade de desenvolverem algum tipo de doença, como a Diabete.

Ademais, nota-se, ainda, que a falta de informação sobre os alimentos ultraprocessados é escassa. Isso acontece porque, segundo filósofo Adorno, as pessoas estão em um grande círculo onde tudo gira em torno do “marketing” e do lucro das empresas, assim todos os dias a população está sendo “bombardeada” de informações que são apenas de caráter expositivo e benéficos sobre os alimentos, assim à sociedade acaba definindo um único padrão alimentar, em conjunto a esse fator, à falta de informações e notícias sobre este assunto estão sendo ocultadas, devido à essas mesmas empresas que também estão controlando todo mercado industrial e comercial, que se intensificou, devido à globalização. Consequência disso é que a população fica refém de apenas certos tipos de alimentos que são desfavoráveis nutricionalmentes, causando transformações metabólicas no seu corpo.

Torna-se evidente, portanto, que a industrialização e a falta de informação geram um maior consumo de alimentos ultraprocessados. Sendo assim, o Ministério da Saúde e Educação, em parcerias com as escolas públicas e privadas, ensino fundamental e médio, devem promover projetos pedagógicos, como palestras e reuniões, junto a toda comunidade que abrange a região da escola, com o intuito de esclarecer os malefícios dos alimentos industrializados, bem como a importância do engajamento pessoal quanto à alimentação que esses indivíduos estão ingerindo, para assim, minimizar os impactos causados na saúde dessas pessoas pelo consumo destes tipos de alimentos. Dessa forma, os alimentos ultraprocessados deixam de ser mais uma “pedra” no desenvolvimento da população brasileira.