O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 01/10/2019

Ultraprocessados e os riscos à saúde dos brasileiros

Ao longo dos anos, as pessoas deixaram de plantar seus próprios alimentos e começaram a procurar meios mais práticos, com intuito de otimizar seu tempo. Por conseguinte, com a vinda da globalização, os produtos ultraprocessados se tornaram hábito no cardápio do consumidor brasileiro. Entretanto, por mais saboroso que esses artigos produzidos a partir de outros alimentos sejam, é importante atentar-se aos males que estes podem causar à população.

Primeiramente, são considerados exemplos de ultraprocessamentos os salgadinhos empacotados, os macarrões instantâneos, refrigerantes e hambúrgueres congelados. Além disso, os altos teores de açúcar, sódio e gorduras saturadas acabam desencadeando doenças como hipertensão, diabetes, colesterol alterado e até mesmo câncer. Um estudo realizado pelo Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP, feito com 100 mil pessoas entre os anos de 2009 à 2017 constatou um aumento de 10% no consumo de alimentos processados, paralelamente ao aumento de 10% de incidência de tumores.

Ademais, a necessidade dos indivíduos de praticidade, juntamente a alta demanda de alimentos calóricos e industrializados é fato no Brasil, tornando-se assim, um cenário preocupante no que diz respeito à obesidade. De acordo com o Dr. Dráuzio Varella, 52% dos adultos brasileiros estão acima do peso ideal, o que, de certa forma, aparenta ser uma espécie de epidemia.

Portanto, são necessárias ações para conscientização da população sobre os alimentos ultraprocessados. Logo, cabe à Anvisa impôr que novos rótulos sejam implantados nos alimentos ao alertar as pessoas para que tenham mais informação a cerca do que estão consumindo. Em adição, o Ministério da Saúde deve dispôr de recursos midiáticos para mostrar os índices de doenças provocados pelos alimentos industrializados. Por fim, segundo a ótica do filósofo chinês Confúcio, “não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Assim sendo, é possível que a sociedade aprenda com suas falhas sobre os perigos da alimentação ultraprocessada e comece a cuidar mais da saúde para, então, minimizar e controlar os índices de problemas relacionados aos produtos super industrializados.