O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 19/09/2019
“Negar os direitos humanos das pessoas é questionar a própria humanidade delas.” A frase de Nelson Mandela, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 1993 e líder sul-africano, contextualiza a universalidade do direito a alimentação saudável. Todavia, o ritmo de vida acelerado desenvolvido por muitos brasileiros, o padrão alimentar foi alterado, por haver consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados. Nesse sentido, prudente se faz analisar as consequências desse novo comportamento.
Primeiramente, o efeito mais óbvio, é a elevação dos casos de sobrepeso. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia estima que cerca de 75% da população nacional está com peso acima do adequado para sua idade, altura e sexo, causados pelo excesso no consumo de hambúrgueres, refrigerantes, frituras e milk shakes. Realmente, é um dado alarmante, sobretudo por entender a população ser manipulada por estratégias de marketing das redes de fast food para incentivo e aumento no consumo desses produtos, típicos de seus portfólios.
Além disso, o Ministério da Saúde afirma que os casos cirurgia bariátrica devido obesidade mórbida, cuja origem são os excessos alimentares aqui discutidos, triplicaram nos últimos dez anos. Ademais, atribui-se ao elevado consumo de alimentos ultraprocessados a hipertensão crônica, colesterol, diabetes e problemas cardíacos. Conforme pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, 70% dos casos de infarto poderiam ser evitados com simples mudança de hábitos alimentares, acima de tudo, evitar o consumo de alimentos processados em demasia.
Dessa forma, é evidente e notório os efeitos deletérios causados pela mudança do comportamento alimentar do brasileiro. Para reverter esses preocupantes problemas de saúde que ora se apresentam, as diferentes esferas governamentais (União, Estados e Municípios), devem fomentar campanhas de conscientização, e resgate do prazer em alimentar-se de modo saudável. Dessa sinergia, surgirá ganhos na qualidade de vida do brasileiro bem como redução da quantidade de intervenções cirúrgicas.