O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 09/09/2019

Em detrimento do processo de globalização, a sociedade brasileira recebeu influencia da cultura alimentar do Estados Unidos, país que possui as maiores redes de “fast-food”, especializadas em vender ultraprocessados, do mundo. Uma das redes mais famosas é o “McDonald’s”, que, além de atender o público adulto, realiza propagandas publicitárias e lanches com brindes para manipular crianças a consumirem seus produtos. Sob tal ótica, os ultraprocessados estão cada vez mais presentes no padrão alimentar brasileiro e, consequentemente, causam impactos, como a obesidade e o descumprimento da Constituição.

A priori, de acordo com o Artigo 196 da Constituição Federal brasileira de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução de risco de doenças. Todavia, o excesso de alimentos ultraprocessados e de propagandas que incentivem seu consumo, feitas pela Indústria Alimentícia, vão de encontro ao previsto da constituição, uma vez que esses produtos põem em risco a saúde do cidadão brasileiro. Destarte, muitas pessoas não sabem dos riscos que tais produtos podem causar à seu corpo e são influenciadas pela publicidade, não tendo, por parte do Estado, uma intervenção para tal conjuntura.

Outrossim, segundo o Ministério da Saúde, a obesidade aumentou 110% de 2007 a 2017, em outras palavras, o excesso de alimentos industrializados no cotidiano de muitas pessoas é prejudicial e causa o alto índice de muitas doenças. Desse modo, como influência dos hábitos no ambiente que as cercam, crianças tendem a copiar o estilo de vida de seus pais, os quais devem servir de exemplo para elas. Entretanto, percebe-se que o excesso de lanches voltados ao público infantil torna essa tarefa difícil e, somado à falta de informação sobre os nutrientes que devem estar presentes em uma boa alimentação, muitos cidadãos acabam deixando suas crianças consumirem em excesso tais produtos.

Portanto, diante dos fatos supracitados, percebe-se que ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro é uma conjuntura que necessita ser amenizada. Para tanto, o Ministério da Saúde, em parceria com a mídia, deve realizar campanhas publicitárias, com cartazes colados em centros médicos e postos de saúde e propagandas televisivas em todas as emissoras, apresentando os riscos dos ultraprocessados e propondo uma troca deles por alimentos mais naturais. Visto isso, pessoas que não sabiam de seus riscos estariam cientes e poderiam mudar a alimentação de suas famílias. Assim, os hábitos ruins herdados pelo processo de globalização e pela Indústria Alimentícia seriam amenizado, e doenças como a obesidade iriam afetar menos pessoas.