O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/09/2019
Com a Revolução Industrial, alimentos ultraprocessados ganharam espaço na sociedade pela durabilidade do produto e praticidade de consumo que demanda ao comprador. Por isso, o brasileiro contemporâneo, o qual enfrenta uma rotina exaustiva e a fugacidade do tempo moderna, recorre a esse tipo de comida, o que alterou o padrão alimentar do país e trouxe diversos impactos para o modo de vida e para a saúde de todo o povo.
Antes de tudo, vale destacar o valor do tempo e do trabalho para os cidadãos e sua influência no padrão alimentar. Consoante ao pensamento de Bauman, o qual descreve a modernidade como fluida, os brasileiros têm seu trabalho como principal atividade diária e controlam o tempo e as ocupações a partir dele, o que torna ações como um preparo cuidadoso da própria alimentação algo secundário, produto da instabilidade moderna. Então, nota-se uma relação entre a fluidez moderna e a desvalorização da alimentação saudável.
Com isso, surgem diversos problemas para a saúde do brasileiro em decorrência de ultraprocessados. Como exemplo de processos industrias utilizados, existem o uso de sódio e o congelamento para adicionar aromas, sabores e aumentar a vida útil da comida. Como efeito, doenças como obesidade, diabetes e hipertensão se multiplicam no corpo social e representam uma ameaça à saúde pública.
Assim, percebe-se a relação entre a visão de tempo e a organização instável do padrão alimentar do brasileiro, o que ocasiona um aumento no consumo de ultraprocessados e seus impactos na sociedade. Cabe ao Ministério da Educação, em aliança com as mídias sociais, incentivar a reeducação alimentar dos cidadãos, por meio de debates em programas de televisão e na internet sobre restruturação do modo de vida e métodos de aplicação de uma boa alimentação, com menos ultraprocessados. Dessa forma, o povo cria uma estabilidade no seu tempo útil, reorganiza seus hábitos alimentares e os impactos são minimizados.