O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 06/09/2019
Os falsos amigos da população
O aumento contínuo da ingestão de ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro é evidente. Isso deve ser freado, pois as maiores vítimas são as crianças e adolescentes.Sendo assim, é relevante uma análise dos aspectos que corroboram com essa problemática. Como, por exemplo, a falta de educação alimentar e a grande quantidade de propagandas incentivando o consumo das mesmas.
É indubitável que a questão da educação alimentar e sua aplicação estejam entre os fatores que atenuam o problema.Nesse contexto, é importante enfatizar que, o descaso com a alimentação é grave. A partir disso,é válido analisar que o desconhecimento acerca dos ultraprocessados influi em comportamentos inadequados contra a saúde. Um exemplo disso, é o estudo feito pelo British Medical Journal (BMJ), que reforça a relação entre a ingestão desses produtos e um maior risco de doenças cardiovasculares.
Além disso, é cabível salientar que, segundo dados do Vigitel 2014 (avaliação de fatores de risco para doenças crônicas), no Brasil, 17,5% das pessoas têm Obesidade e 6,9% têm Diabetes. Portanto, não é benéfico consumir alimentos industrializados como é propagado na mídia, sendo ela a grande responsável por tal visão da sociedade. Por consequência, é muito comum ver comerciais e propagandas de fast food, comidas congeladas e refrigerantes que incentivam a utilização desses produtos no dia a dia.
Destarte, fica evidente a problemática do consumo de alimentos ultraprocessados no Brasil.Tornando assim, indubitável a importância do Governo Federal, mediante o Ministério da Saúde e da Educação, para promover aulas de nutrição básica a população. Ainda cabe a mídia, o papel de promover campanhas publicitárias e debates em horários nobres, fomentando a conscientização sobre o maléfico impacto que essas comidas têm na saúde. Assim, alertando os perigos dos mesmos.