O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 02/09/2019
Segundo o filósofo grego Platão, “O importante não é viver, mas viver bem”. Entretanto, tal perspectiva é ilusória no que tange à alimentação a base de ultraprocessados, visto grande parte da sociedade brasileira têm buscado esse tipo de alimento, ignorando, dessa forma, seus riscos à saúde. Desse modo, é mister analisar a falta de conhecimento dos impactos desse tipo de alimento, bem como a rapidez do cotidiano que promove uma dieta rica em ultraprocessados.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a insciência das consequências da ingestão de produtos altamente industrializados é um fator a se considerar nessa problemática. Nesse sentido, segundo o filósofo alemão Habermas, em seus estudos sobre a razão comunicativa, o diálogo é de extrema importância para construção de uma sociedade melhor. Dessa forma, pode-se afirmar que a conjectura do filósofo confirma a realidade tupiniquim, posto que o conhecimento dos riscos de uma alimentação a base de ultraprocessados, induziria a uma diminuição drástica do número de pessoas que consomem esses alimentos. Exemplo que destaca esse impasse, seria os rótulos dos produtos, os quais não apresentam de forma clara seus ingredientes e processos de fabricação. Em suma, é nítido que a falta de instrução nessa temática impulsiona a práticas errôneas.
Ademais, é incontrovertível que a falta de tempo na rotina brasileira está intimamente atrelada a busca dos alimentos processados. Sob tal ótica, é cabível enfatizar que de acordo com o sociólogo Bauman, no que se refere a seu postulado sobre modernidade líquida, a rapidez das atividades é uma característica da sociedade contemporânea. Nessa linha de pensamento, infere-se que a escolha dos processados na alimentação, deve-se a rapidez do preparo em relação à comida caseira, bem como o baixo custo, colocando de lado seus riscos a longo prazo para a saúde humana. De tal maneira, indivíduos que apresentam uma refeição continua desses alimentos, poderiam demostrar problemas como a obesidade, assim como o aumento nos níveis de colesterol. Logo, é evidente que a teoria de Bauman comprova o impasse.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o problema. Dessa forma, para diminuir os impactos dos ultraprocessados, urge que o Ministério da Saúde, promova um projeto em parceria com escolas, para pais e alunos, por meio de palestras ministradas por profissionais da área, com o intuito de apresentar de forma objetiva os riscos dos alimentos industrializados, de modo a direcionar os requisitos para uma refeição saudável e balanceada. Somente através desta e de outras medidas, a sociedade poderá viver bem como afirmou Platão.