O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 24/09/2019
Com a Revolução Industrial, vários aspectos da vida na cidade mudaram radicalmente, como a negação do ócio e a evolução no campo da criação de relógios, para que assim fosse possível regular horários. Na atualidade, ainda é presente a rapidez com que a vida urbana se movimenta, mostrando ser necessária maior facilidade na rotina do trabalhador. Entretanto, diante das várias opções no campo alimentício, pessoas estão recorrendo aos produtos ultraprocessados a fim de economizar tempo, se expondo, assim, a uma série de doenças que não são combatidas de modo preventivo, se tornando imprescindível uma discussão aprofundada sobre tal cenário.
Em primeiro lugar, é importante analisar os motivos que levam ao consumo desses produtos, normalmente presentando excesso de sódio e outras substâncias que, em grande quantidade, fazem mal ao corpo humano. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a obtenção de ultraprocessados cresceu 50% na América Latina, e em contrapartida, a ingestão de alimentos mais tradicionais apresentou redução, segundo pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo. Assim, demonstra-se preocupação quanto à saúde das futuras gerações, pois valores nutricionais importantes estão sendo negligenciados e estão sendo submetidas a esse tipo de alimentação.
Ademais, é necessário ressaltar a falta de alertas sobre esses tipos de estilo de vida, podendo afetar e comprometer a saúde diretamente. Devido à presença de grande quantidade de açúcares, sais e gordura, estes comestíveis elevam o risco de doenças cardiovasculares, como relatado no documentário “What the Health”. Tal cenário exige posição constante do governo, esse falhando em prover efetivamente a conscientização sobre perigos da nutrição baseada em ultraprocessados.
Em suma, medidas são necessárias para combater o uso exagerado de alimentos que passaram por procedimentos que colocam a saúde do brasileiro em risco. Assim, é dever intrínseco dos próprios indivíduos buscar hábitos alimentares mais saudáveis, pesquisando sobre aquilo que comem e compram, dessa forma, as pessoas ficarão mais conscientes sobre produtos maléficos à saúde. Além disso, o Ministério da Saúde deve informar a população sobre os riscos de saúde que essas mercadorias causam ao criar campanhas durante o ano todo conscientizando sobre as possíveis doenças adquiridas ao não possuírem uma alimentação balanceada, a fim de manter os brasileiros informados e cientes do que consomem. Dessa forma, a problemática será combatida de maneira precisa e democrática.