O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 20/09/2019

Durante a década de 60, houve uma redefinição do papel da mulher na sociedade, na qual a colocou como ativa no mercado de trabalho e não exclusivamente dona de casa. Nesse sentido, essa saída mudou o comportamento da comunidade, em especial com a alimentação, e hoje casos de obesidade e desleixo com a refeição têm gerado graves problemas. Dessa forma, deve-se analisar essas problemáticas e buscar soluções que garantam a qualidade de vida social.

Em primeiro plano, vale ressaltar o aumento das DCNT’s (doenças crônicas não transmissíveis), com destaque para a obesidade e o sobrepeso. A redução da prática de atividades físicas vinculado a uma alimentação baseada em produtos industrializados, ricos em açúcares e sais, favorece o crescimento dessas patologias e, consequentemente, reduz à qualidade de vida. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais da metade da população brasileira está com excesso de peso, o que comprova uma alimentação inadequada e uma má expectativa de vida.

Outrossim, a acessibilidade dos ultraprocessados influencia diretamente na escolha social. Geralmente, esses produtos estão expostos em locais de maior movimento e fazem propagandas chamativas, de forma a induzir o consumidor mesmo que ele não queira o produto, em contraste com produtos orgânicos. Desta maneira, a facilidade e o comodismo faz com que as pessoas priorizem refeições industrializadas à prepará-las. Conforme uma pesquisa do IBGE, o brasileiro tem consumido menos arroz e feijão e mais refrigerantes, o que evidencia esse comodismo.

Por tudo isso, a instrução e o incentivo a uma vida mais saudável é essencial para o decréscimo no consumo de ultraprocessados. Sendo assim, o Ministério da Educação, em parceria com as prefeituras municipais, deve elaborar um plano de exploração de áreas abandonadas pela comunidade, por meio da criação de hortas comunitárias e parques com aparelhos para exercício, desde a infância, que serão cuidadas pelos moradores, a fim de gerar criticidade e a ingestão de alimentos saudáveis.