O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

Contemporaneamente, vivemos em um mundo digitalizado e conectado, onde as pessoas podem, através de seus celulares e computadores, se expôr para a internet através de redes sociais. Como, por exemplo, o Instagram e a Twitch, podendo postar fotos, vídeos e fazer transmissões ao vivo para melhor conectar-se com outros usuários da rede. Com isso, muitas pessoas se tornaram famosas e, de certa forma, influenciadores. Como isso afeta a formação dos jovens que os assistem?

Primeiramente, é importante deixar claro que, a princípio, um levantamento realizado pela Hootsuite (2019) mostrou que, hoje, há 4.3 bilhões de pessoas conectadas à Internet ao redor do mundo. Isso equivale a aproximadamente 57% de toda a sua população. Através desse dado, podemos concluir que há varias pessoas que estão sobre a influência de criadores de conteúdo. Essa influência pode ser boa, como é o caso de MrBeast, um influenciador da plataforma do YouTube, que faz doações de milhares de dólares para pessoas ou animais necessitados, como a adoção de todos os cachorros de um canil, ou a doação de milhares de dólares para idosos aposentados, criando o sentimento de empatia nos jovens.

Apesar das boas ingerências, os influencers podem também criar influências negativas para os jovens consumidores. Por exemplo, um estudo da QualiBest indica que s influenciadores estão em segundo lugar no poder de tomada de decisão na compra de um produto, perdendo apenas para amigos e parentes. Isso pode ser observado, muitas vezes, em influenciadores da área fitness, que vendem programas e produtos mentirosos, prometendo coisas impossíveis de acontecer, como, por exemplo, perder uma quantidade absurda de massa em um curto período de tempo. Isso pode criar falsas expectativas em um adolescente que procurar um estilo de vida mais saudável podendo afetar a imagem do jovem em relação ao seu corpo, prejudicando seu bem estar e sua auto estima em relação à imagem corporal.

Portanto, fica claro que os influenciadores tem poder de influenciar e persuadir o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos familiares e aos meios midiáticos verificarem os conteúdos dos vídeos assistidos e alertar os jovens sobre a manipulação da mídia para a compra de produtos e influenciar o consumismo em massa. Com isso, espera-se que se desenvolva uma maturidade emocional nos jovens, e um senso crítico acerca dos influenciadores e aos produtos propagados na mídia digital para, portanto, cortar as influencias negativas e manter as boas, fazendo com que as redes sociais se tornem um espaço mais aberto e agradável de se navegar.