O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 02/09/2020

No início do século XX, os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, cuja ideia está relacionada aos impactos causados pelos avanços tecnológicos a partir da Revolução Industrial e a padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. De maneira análoga, no mundo atual, a esse contexto, pode-se perceber que os meios de comunicação estão sendo cada vez mais utilizados por influenciadores digitais que produzem conteúdos em redes sociais para seus milhões de seguidores. Logo, o debate acerca do impacto desses influenciadores na vida dos jovens torna-se imprescindível.

É essencial, em um primeiro olhar, observar que os influenciadores passam a impressão de uma vida perfeita, onde se tem acesso a todos os mais novos e exclusivos produtos do mercado. No entanto, sabe-se que as empresas estão investindo cada vez mais em celebridades para divulgarem seus produtos, já que as mesmas possuem um grande público o que facilita na divulgação dos produtos, porém os seguidores acabam tornando-se alvos das estratégias de marketing, sendo estimulados a consumirem os produtos oferecidos.

À luz desse debate é válido citar certas atitudes tomadas pelos influenciadores, pois na maioria das vezes tal atitude pode contribuir para a construção do caráter do jovem sob pensamentos frágeis. Como exemplo, pode-se citar a influenciadora Virgínia Wanderley que postou um vídeo em sua rede social dizendo que não está se importando com a pandemia do corona vírus e que irá furar a quarentena que confirma a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Diante do exposto, fica claro, portanto,a influência dos influenciadores digitais no comportamento dos jovens. Por isso, cabe familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos em redes sociais, alertando sobre os cuidados que devem tomar. Espera-se com isso desenvolver nos jovens a auto- escolha e inteligência emocional, afastando-os da “indústria cultural”.