O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 11/05/2020

O conceito de “Indústria Cultural”, foi criação de dois filósofos alemães Adorno e Max Horkheimer, com a ideia relacionada a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nesse sentido, estão incluídos, no contexto atual, os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para Facebook, Youtube e Instagram, na qual possuem milhões de seguidores, sendo eles compostos por um público juvenil. Assim, é importante observar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectados às redes sociais.

Sabendo da força dos influenciadores digitais, as empresas andam investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público, possuem a capacidade de moldar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar estilo de vida e moda. Isso se revela pela quantidade de publicidade que esses influenciadores fazem, no entanto, para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado em nome do estímulo ao consumo, os pais devem orientar os filhos.

Além disso, podem citar atitudes preconceituosas de “youtubers”, que ajudam contribuir para a construção do caráter do jovem. Exemplo disso é Felipe Neto, cujas piadas foram consideradas racistas e repercutiram negativamente na mídia. Confirmando a ideia de Adorno, comportamentos como esse são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem a visão de mundo dos jovens, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Por conseguinte, que os influenciadores digitais têm poder de estimular e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares alertarem os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas e verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines. Espera-se com isso desenvolver nos jovens uma inteligência emocional, na qual os permitam fazer escolhas e terem julgamentos criteriosos, afastados da “Indústria Cultural”.