O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 11/05/2020
É indubitável que, no Brasil, os jovens possuem um contato cada vez mais precoce com a internet. Esse fato se evidencia, visto que, segundo a reportagem da revista Veja, cerca de 30% das crianças de 4 a 6 anos possuem um celular próprio. Consequentemente, há um proveito desses dados, por parte dos influenciadores digitais que afetam não só a saúde, como também a formação pessoal destes indivíduos.
Primeiramente, por se tratar de adultos bem sucedidos, estes transmitem uma ilusão de “vida perfeita” para os espectadores. De acordo com uma pesquisa da BBC, no Japão, 250 estudantes tiraram a própria vida nos últimos anos, por motivos de pressão social. Nesse contexto, o fenômeno ilusório supracitado pode ocasionar os mesmos efeitos alarmantes e violentos, pois cria uma quebra de expectativa nos adolescentes ao se encontrarem com uma vida problemática.
Ademais, os canais informativos em questão, apesar de muito acessados, não são fontes confiáveis de conhecimento. O estudo realizado pela Avaaz compreende que, dentre os vídeos mais sugeridos pelo YouTube, principal meio de atuação desses influenciadores, 16% continha informações falsas. Logo, conclui-se que a aproximação deste instrumento midiático à população comprovadamente mais influenciável compromete o aspecto intelectual dos jovens.
Portanto, cabe às figuras parentais e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, conscientizar os mais novos em relação à absorção adequada do que é visto na internet, além de coergir a disseminação de histórias falsas. Para isso, é necessário o controle das redes sociais, por parte dos pais, através da limitação na visualização de certos vídeos e textos, e uma fiscalização estatal no mundo cibernético, em busca dos transmissores da informação. Se tais medidas forem feitas, haverá um menor impacto psicológico na vida dos adolescentes e uma mitigação da desinformação no país.