O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 11/05/2020

Esperar pelo melhor e lidar com o pior

Real e questionável. Essa é a situação dos influenciadores digitais ou “influencers”, como são conhecidos, que vem imperando no mundo atual graças ao advento das redes sociais, que tem como maior público, o grupo juvenil. Neste cenário, considerando o próprio significado da palavra “influencer”, tais profissionais virtuais, tanto podem contribuir de forma positiva como negativa seus milhões de seguidores.

Neste contexto, o advento dos influencers denota a ideia da “Industria Cultural”, termo utilizado pelos filósofos alemães Adorno e Horkheiner, no século XX, que significa modelo de padronização de valores em uma sociedade, através da comunicação, uma vez que os influenciadores digitais sabendo da força que possuem com seus assistidos, moldam comportamentos, condutas, estilos de vida e promovem tendências, por meio de dicas e de propagandas de viagens, de produtos de beleza, de receitas culinárias, de carros, casas, de roupas, calçados, graças a patrocínios de diferentes empresas, as quais vem investindo abruptamente neste mercado digital, divulgando seus produtos devido o grande alcance de público.

Da mesma forma, há influenciadores digitais, com números expressivos de seguidores jovens e que fazem apologias à violência, ao racismo, ao bullying, dentre outros crimes. Exemplo disso foi o influencer Júlio Cocielo, que em 2018 fez piadas consideradas racistas e que repercutiram negativamente na mídia. Logo, comportamentos como esses são inaceitáveis, pois reforçam estereótipos e distorcem uma visão de mundo que o  jovem precisam buscar e possuir: humanização.

Fica claro, portanto, que os influencers ganham destaque, assim como o papel da família, da sociedade e do Estado na vida dos jovens. Cabe a família orientá-los quanto aos riscos das redes sociais, como dizia o filósofo-matemático Pitágoras, é melhor educar as crianças, para não puní-las quando adulto e a sociedade e o Estado devem fiscalizar e regular os serviços direcionados à esse grupo, em especial os de caráter publicitário, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Só assim, teremos jovens conscientes, otimistas e confiantes neste “mundo digital” que vem ocasionando consequências impactantes e que muda a vida do jovem, pois como citava o saudoso escritor e político brasileiro, Roberto Simonsem: “Otimismo é esperar pelo melhor. Confiança é saber lidar com o pior.