O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 07/05/2020
A Terceira Revolução Industrial provocou avanços nos meios de comunicação, primeiro com aparelhos manuais, posteriormente apresentando recursos eletrônicos mais sofisticados e incorporando assim a necessidade do consumo de tais aparatos, que vieram também a repercutir na modalidade biopsicossocial dos padrões vigentes. Atualmente, pode-se observar os efeitos dessa transformação diretamente no surgimento da profissão de influenciadores digitais, constantemente presente na vida dos jovens, eles impactam o modo de agirmos e pensarmos os modelos de beleza devido à demanda publicitária.
De acordo com Descartes, “Penso: Logo Consumo” é marca da sociedade atual, mesmo que não haja a compra de produtos, há o consumo de imagens e informações. Desse modo, os influenciadores digitais refletem os modos culturais desta época. Acima de tudo, percebemos este contraste pelo surgimento de blogueiras “fitness”, que são tidas como modelos a serem seguidas. Com o resultado de, ditarem a melhor alimentação e a adequada rotina a seguir seguida, observa que ocasionalmente jovens influenciados entram em dietas restritivas, sem acompanhamento nutricional e desenvolvem comportamentos compulsivos, por estarem distante da realidade apresentada e a fim de alinharem à proposta das digitais pelo corpo ideal.
Sobretudo, a Terceira Lei de Newton afirma que toda ação tem uma reação. Analogamente, nas redes sociais, observa que toda publicação repercute de determinado modo. Dessa forma, as publicações de influenciadores tendem a ter impacto sobre nós cotidianamente. Constantemente, em oposição as estruturas sociais, surgem “influencers” dispostas a debater posturas, gestos e pensamentos. Por exemplo, há o movimento “Corpo Livre” com cada vez mais adeptas, que visa a autoaceitação e a resistência contra pressões estéticas. Nesse sentido, percebe o esforço para pensar contra a corrente.
Portanto, a internet mostra como movimentos podem ser divergentes e influenciar pessoas na mesma dimensão. Desse modo, cabe a conscientização pelo Ministério da Educação, com palestras educacionais nas escolas e universidades a fim de discutir imposições sociais e desconstruí-las. Aliados a isso, os pais devem se atentar aos conteúdos vistos pelos filhos, estimulando a criticidade para que elementos da propaganda não venha a impactar na sua saúde mental.