O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/05/2020

Muito discute, hodiernamente, sobre os impactos causados na formação dos jovens pelos influenciadores digitais. Sob esse viés, a valorização do “ter” acima do “ser” está relacionada com a vida de status que esses influencers possuem,as quais são patrocinadas por empresas que buscam divulgação. Isso mostra que esses efeitos devem ser medidos para não serem negativos.

É importante observar o “comportamento manada” vivenciado pela população, como a escolha de um restaurante pelo critério de qual está mais cheio, ou até mesmo, a compra de determinado produto porque a maioria das pessoas o possui. Esses fatos demonstram que os indivíduos não pensam por si próprio, desse modo, são influenciados por quem eles seguem e levam a vida de “luxo” desses influenciadores como meta. Em relação a isso, temos a ideia de “indústria cultural” criada pelos filósofos Adorno e Horkheimer, que fala sobre a padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Esses aspectos evidenciam a necessidade de controle do que é usado como marketing nas redes.

Essa situação se deve ao crescente mercado de publicidades em redes sociais como Instagram e Youtube. Nesse sentido, os criadores de conteúdo chegam a ter milhares de seguidores e pela falta de fiscalização podem compartilhar qualquer coisa, até pensamentos que insultam o ódio. Isso ocorreu em 2018 com a blogueira Tata Estanieck, a qual usou uma fantasia de escravo no Baile da Vogue. Dessa maneira, fatos como esse contribuem negativamente para a formação dos jovens. Mostra-se, assim, que há necessidade de fiscalização rígida nas redes.

Tal realidade, em outros tempos, a publicidade era feita por meio de propagandas em televisão e revistas. Hoje, blogueiras(os) são as estrelas do momento, as inspirações dos jovens, os quais afirmam, segundo pesquisa feita pela Youpix, que 48% deles compraram algum produto por influência digital. No futuro, a tendência é que essa “febre” dos influencers aumente cada vez mais.

Diante do exposto, portanto, é necessária uma intervenção do governo com maior fiscalização nas redes sociais, por meio da criação de Leis, com multas caso não respeitadas, que exija das plataformas digitais a exclusão ou bloqueio de todos os comentários e usuários que insultarem o ódio pela internet. Assim, influencers terão que elaborar conteúdos sem caráter negativo para a vida dos jovens. A sociedade, juntamente com a mídia, deve promover publicidades com uma maior divulgação de plataformas educacionais que contribuem para a formação. Cabe, ainda, ao cidadão que proponha uma reflexão sobre não aceitar tudo que é postado. Com isso, teremos influenciadores que terão impactos positivos na vida de todos.