O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 05/05/2020
Criado em 2010, o ‘instagram’ tinha, inicialmente, como principal objetivo apenas o compartilhamento de fotos. Contudo, hoje em dia, é uma das ferramentas de trabalho mais usadas pelos famosos “influencers”, que segundo o dicionário é uma pessoa que detém o poder de influenciar um determinado grupo de indivíduos. Dessa forma, a conduta e ações de milhares de jovens podem estar sendo comprometidas por influência de desconhecidos. Tendo isso em vista, poderia até mesmo ser um novo conceito de alienação, onde através apenas do estágio final das informações passadas, atitudes impensadas sejam tomadas.
Ademais, a profissão de digitais “influencers” acompanhada do “marketing” é uma das mais prevista para crescer no futuro, com isso seu grau de alcance só tende a aumentar. Consoante a isso, de acordo com um estudo de Youpix, 64% dos jovens de 18 a 34 anos já foram influenciados de alguma forma por produtos apresentados pelos influenciadores, aumentando ainda mais o consumismo, beneficiando as empresas por trás desse negócio digital. Segundo George Orwell " A massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa", ou seja, tudo se baseia nos interesses midiáticos e industriais.
Para além disso, casos muito atuais de má influência, vividos em meio a uma pandemia, vêm ocorrendo por conta de cantores famosos que através de “shows” online, incentivaram diversos jovens à se reunirem em casa com amigos, quebrando as ordens de quarentena. Devido a isso, uma atitude mal pensada, milhares de vidas são postas em risco. Assim, é impossível negar o impacto que essas pessoas causam. Por isso é de suma importância que os influenciadores criem o senso de responsabilidade coletiva já que lidam diretamente com as pessoas.
Entende-se, portanto, que uma só palavra pode desencadear diversas e diferentes atitudes dos espectadores. Tendo isso em vista, medidas são necessárias. E a primeira delas é que o legislativo, por meio de leis, puna qualquer tipo omissão dos conteúdos apresentados que tenha como objetivo defraudar seus seguidores para obter mais lucros. Em segundo lugar, é necessário que os próprios “influencers” ao fecharem contratos com as empresas, sejam mais rígidos na avaliação de qualidade dos produtos que serão mostrados por eles. Desse modo, poderão ajudar no consumo mais consciente dos jovens.