O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 04/05/2020

Desde a década de 50, o Brasil se encontra na terceira Revolução Industrial, designada técnico-científico-informacional. Desde então as informações são difundidas instantaneamente e uma consequência desse quadro é o surgimento de influenciadores digitais. Esses acabam por impactar a vida do jovem, ora positivamente—ao divulgar conteúdos descontraídos—ora negativamente—ao compartilhar comportamentos negativos que podem acabar sendo seguidos.

Primeiramente, é importante destacar que esses “influencers” usam como veículo de divulgação as redes sociais, onde geralmente mostram seu dia a dia, fazem propagandas e vídeos engraçados, seu maior público são os jovens. O que é explícito em uma pesquisa realizada pela especialista no mercado de criadores de conteúdo (Youpix), onde afirma que 90% das pessoas entre 18 e 34 anos são impactados por influenciadores. Esses jovens se deparam com conteúdos engraçados, e fazem de uma rotina o ato de acessar a página dos seus digitais influencers favoritos. Que, dessa forma, contribuem para que seu público tenha um momento de risadas e descontração, além de acesso à informações.

Entretanto, a amplitude dessa intervenção é tão grande que chega a ser negativa, pois as pessoas almejam ter personalidade parecida aos influentes e fazer coisas parecidas com o exposto por esses. Tais conteúdos, algumas vezes, mostram-se negativos, como o ocorrido com a “youtuber” americana Monalisa Perez, que matou o namorado após uma brincadeira na plataforma de vídeos Youtube. Essa Influenciadora é um exemplo contraditório do que afirma Stan Lee, escritor norte-americano, em sua obra Homem-Aranha: “com grades poderes, vêm grandes responsabilidades”.

Dessa forma, são necessárias medidas para evitar mais casos como o supracitado. Para isso, as plataformas de redes sociais devem, por meio de contratos digitais, filtrar os conteúdos que podem ser expostos, sendo uma barreira para a difusão de vídeos como o de Monaliza Perez, com a finalidade de evitar que outras pessoas sejam influenciadas por brincadeiras do tipo e evitar, também, que outros “influencers” gravem vídeos com esses conteúdos perigosos. Podendo, assim, seguir de acordo com Stan Lee.