O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 03/05/2020

A consolidação da globalização e o surgimento da internet no final do século XX, facilitou a conexão entre as pessoas, principalmente quando surge as redes sociais a partir dos anos 2000. Nesse contexto, aparece os influenciadores digitais, que criam conteúdo digital e ficam famosos com isso. No entanto, é necessário pensar em como eles podem influenciar os jovens, tanto na forma de pensar quanto na indução ao consumo.

De acordo com Aristóteles, “Mimesis” é a imitação de uma ação. Nesse sentido, os jovens costumam se espelhar nos influenciadores, imitando o que eles fazem, o modo de se vestir, de falar, estilo de vida ou até mesmo uma ideologia. Por um lado, isso pode ser positivo quando os “influencers” estão engajados em questões sociais, ambientais, etc, ampliando a visão de mundo do jovem, mas pode ser negativo quando o adolescente acaba sendo influenciado por tudo que o “influencer” diz, até ideias erradas.

Além disso, os jovens também são influenciados na hora de comprar. Muitas marcas fazem publicidade na internet, e elas perceberam o tamanho da influência que os criadores de conteúdo digital exercem sobre as pessoas, em especial os adolescentes, e por isso pagam os “influencers” para divulgar seus produtos. Em consequência disso, a maioria dos adolescentes compram aquilo que seu ídolo posta nas redes sociais.

Portanto, para que o jovem não seja influenciado de maneira negativa pelos “influencers”, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com as escolas promovam palestras que abordem temas como internet e a manipulação dos jovens, que podem ser direcionadas para os jovens e também para a família. Assim pode-se garantir que os adolescentes não se tornem alienados na internet.