O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 08/05/2020

O avanço da tecnologia no mundo moderno trouxe à população diversas ferramentas digitais, tais como o Instagram, Facebook, Twitter e Youtube. Contudo, a Indústria Cultural tem fomentado o marketing nessas plataformas de entretenimento, na qual utilizam pessoas com boa visibilidade digital para divulgar produtos, marcas ou pensamentos, dessa forma, emerge o mercado dos influenciadores, os quais podem impactar nocivamente na formação dos jovens. Nesse sentido,  vale ressaltar o estreitamento da visão de mundo e o estímulo ao consumismo como consequências preeminentes.

De acordo com o filósofo John Locke, a mente humana é uma tabula rasa que com passar dos anos, consolidam-se os conhecimentos acerca do mundo. Dessa forma, fica evidente que os jovens estão no processo de formação mental, uma vez que não apresentam vivências suficientes para formar pensamentos. Logo, ao adentrar no meio digital precocemente, podem ser condicionados à uma ideia estreita da realidade que os cerca, dado que os influenciadores digitais são profissionais propagadores do cenário de vida perfeita e prestigiada, na qual deve existir um padrão de corpo, de roupa e etc. Desse modo, torna-se frequente deparar-se com pessoas da geração Z valorizando o ter em função do ser, para cada vez mais estar próximo desse ideal propagado nas mídias.

Em consequência disso a prática de consumo entre os jovens vem aumentando. Sabe-se que o marketing de influencia através dos mediadores do canal digital, seduz boa parcela da população de forma intuitiva e estratégica, como por exemplo fazer os consumidores se sentirem representados, passar credibilidade, experiencias e engaja-los a adquirir determinado produto. Segundo o estudo feito pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, cerca de 48% dos jovens já fecharam uma compra levando em impressões compartilhadas pelos influenciadores. Portando, essa prática ao longo prazo impacta negativamente nos hábitos de consumo do público juvenil, no qual pode transforma-los em compradores compulsivos.

Dessarte, fica evidente que é necessário mudanças. Assim, cabe aos pais verificar o conteúdo consumido pelos filhos, tal como vídeos no Youtube, pessoas que acompanham no Instagram, através de conversas intuitivas e descontraídas que não ataquem diretamente a sua privacidade, com o objetivo de controlar e orientar acerca da alienação de massas presente no mundo virtual. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implantar a educação digital nas escolas, por meio de palestras obrigatórias, com intuito de ensinar a utilização das ferramentas tecnológicas de modo racional, sem influenciar nos pensamentos e opiniões. Por conseguinte, será possível diminuir os impactos dos influenciadores na formação dos jovens e torna-los conscientes.