O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 29/04/2020
Com alguns cliques na internet é possível tomar conhecimento das novidades de moda, tecnologia e entretenimento, e o papel informativo de tais tendências é cumprido excelentemente pelos digitais influencers. No entanto, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens por seu envolvimento direto com a publicidade da rede nem sempre é positivo, haja vista que fica claro uma apologia maior à importância do ter do que ser. Nesse sentido, é imprescindível analisar tais impactos na vida dos jovens brasileiros, que estão cada vez mais conectados a internet.
Nas redes sociais existem inúmeros perfis com diferentes modalidades, possibilitando ao público escolher o que deseja seguir e assistir. Dentro de cada gênero existe uma influência, um marketing e um seguidor. De acordo com George Orwell, escritor do século XX, “a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia e a mídia controla a massa”. A mídia social, representada pela plataforma digital segmentada pelos seus influenciadores , denota, através da forma de apresentação das novas tendências de mercado, uma ideologia rasa onde a maior valorização é a do ter, possuir e não a do ser.
Sabendo o impacto dos influenciadores digitais aos jovens, teve-se grande investimento ao marketing, despertando o consumo exagerado. Segundo pesquisas feitas pela Youpix, especialista no mercado de criadores de conteúdo, mostra que 64% dos jovens de 18 a 34 anos já usaram influenciadores digitais como fonte para conhecer um produto ou marca. O influenciador que trabalha com patrocínios se torna porta-voz de uma marca, induzindo o seu público a adquirir os produtos apresentados, o produto de ontem não é melhor que o de hoje, e o jovem se torna um consumista.
Fica claro, portanto, que os influencers digitais têm poder de inspirar nas escolhas e comportamentos dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e responsáveis tomar providências de verificação dos conteúdos acessados e orientar os filhos com relação à manipulação existente na mídia para transformara a arte em produto e estimular o consumo por meio da alienação de massas. Espera-se assim desenvolver nos jovens uma inteligência emocional, que permita que eles tenham seus próprios pensamentos, críticas e escolhas, e menos influência digital em suas escolhas.