O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 17/04/2020

A revolução técnico-científica-informacional do século XXI, segundo Milton Santos, tem contribuído para a formação de nossos jovens, justamente porque ela trás consigo o acesso a informações que antes seria necessário várias horas de pesquisa. Hoje, no Brasil, a gama de informações trazidas pelos influenciadores digitais tem impacto diretamente na formação dos jovens, que têm-se mostrado sem senso crítico graças a massificação de dados.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que influenciadores digitais não são considerados profissionais, por isso essa atividade não é regulamentada por nenhum tipo de órgão. Contudo, sua presença nas mídias sociais acarreta num assalariado labor, justamente porque as grandes empresas se utilizam se sua gama de seguidores para promover seus produtos e até mesmo suas ideologias. Com isso, o usuário, que exaustivamente utiliza as redes sociais, vicia-se em receber novas informações, mesmo que não saiba de sua origem ou viés, passando a aceitar a opinião daquela personagem de quem é seguidor. Essa situação faz com que o leitor receba apenas opiniões de algumas poucas fontes, cerceando seu pensamento crítico, o que acarreta em jovens que perderam o poder de questionar o que veem. É necessário receber dados de vários locais para o desenvolvimento da crítica pessoal.

Sendo assim, o usuário, além de estar alienado, continua recebendo montanhas de informações. Essa massificação, faz com que o usuário seja mais seletivo em suas abordagens na internet, o que o transforma cada vez mais intolerante com o diferente. Entretanto, muitos influenciadores têm o objetivo de informar seus ouvintes, como é o caso do canal do Youtube Brasil Paralelo, que faz vídeo-documentários com visões históricas dos fatos, canais desse tipo influenciam gerações de jovens, mas infelizmente são minoria dentro das plataformas digitais. Doutra perspectiva, são muito mais divulgados páginas (e canais) em que o conteúdo não tem “substância” ou seja, não produzem conteúdo útil a formação dos usuários. É necessário que pessoas sejam influenciadas a buscar informações e, não recebê-las de todas as partes.

Em suma, é necessário que o Ministério do Trabalho, por meio da criação de leis, que regulamente a profissão de influenciador digital para que o usuário possa saber de onde provem as informações que lhes são passadas, contribuindo para uma gama informacional mais imparcial e direita. E ainda, o MEC, por meio de verba, deve promover campanhas publicitárias avisando o perigo das influências sociais. Assim sendo, será possível construir uma sociedade mais justa e crítica onde os jovens possam facilmente diferenciar, entre as informações, quais são as falsas e as verdadeiras.