O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 14/04/2020
O uso da internet, na contemporaneidade, é algo que acontece precocemente. É possível identificar diversas crianças e jovens que usam as plataformas digitais para seu próprio entretenimento. No entanto, há diversos influenciadores digitais que usam essas plataformas para manipular os jovens e influenciá-los de alguma forma, a qual segundo uma pesquisa feita pela Youpix apenas 10% das pessoas de 18 a 34 anos não foram impactados por influenciadores digitais. Com isso, fica evidente que os influenciadores digitais impactam, de alguma forma, na vida dos jovens e adultos.
A forma como esses influenciadores agem se dá de diversas maneiras. Como por exemplo a Bianca Andrade, famosa “Boca Rosa”, ela é uma influenciadora digital de maquiagens, que participou de um programa de TV com o objetivo de ser reconhecida e expandir a venda de seus produtos de maquiagem. A mesma, havia dito que iria aumentar seu número de vendas em três vezes mais após sua participação no reality e isso foi realizado. Portanto, é possível identificar como a população é influenciável e muitas das vezes não é perceptível.
Com base no parágrafo anterior, pode-se citar o influenciador Júlio Cocielo, que gerou polêmica e críticas nas redes sociais por apresentar comentários e atitudes preconceituosas e racistas. Sendo tais comportamentos inaceitáveis, pois reforçam a ideia de estereótipos e prejudicam o senso crítico e a visão dos jovens, os quais são extremamente influenciáveis nessa fase. Se tornando pessoas com valores éticos prejudicados, o que gera uma população sem posicionamentos e com pensamentos arcaicos.
Se torna evidente que os influenciadores digitais impactam na vida dos jovens, muita das vezes imperceptível e pode gerar uma população inapta as diversidades culturais, sendo um grande desafio no Brasil. Com isso, cabe aos responsáveis pelos jovens de verificar os conteúdos que seus filhos assistem para que estejam conscientes do mesmo. E também cabe ao governo junto ao Conselho Nacional de Autorregulação Publicitaria(CONAR) elaborar leis para a regulamentação da publicidade virtual, afim de diminuir propagandas que possam prejudicar quem assiste, além classificar os conteúdos que apresentam discursos de ódio ou violência de acordo com faixas etárias. Para que assim, os jovens possam desenvolver seu próprio senso crítico e consigam determinar o que querem comprar de acordo com suas necessidades, não sendo influenciados ao consumismo exacerbado e de maneira incoerente.