O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 14/04/2020

Em 1760, ocorreu a Primeira Revolução Industrial e com ela muitas pessoas que antes trabalhavam no campo passaram a se adaptar e trabalhar nas indústrias. Hoje em dia não é diferente, com o grande aumento do uso da tecnologia, é cada vez mais comum pessoas que trabalham com as redes sociais: os influenciadores digitais. Essas pessoas podem representar uma marca, postando sobre ela ou mostrando a marca empregada no seu dia-a-dia. A problemática se dá quando a influência desses formadores de opinião não abrange a realidade da maioria dos jovens, que são os maiores consumidores do conteúdo digital.

Segundo o IBGE, 66% da população brasileira está ativa nas redes sociais sendo o Instagram, a segunda rede mais acessada, ficando atrás somente do YouTube. Redes essas com a maior ascensão dos influenciadores pois são duas plataformas nas quais é possível postar o cotidiano sem necessidade e grandes edições, bastando apenas o uso do celular para dar dicas de como se vestir, que produtos usar, o que assistir e até o que comer.

Contudo, o impacto desses influenciadores digitais nos jovens se dá pelo fato de que a opinião nessa fase não é totalmente formada e a influência acaba passando dos limites. Por exemplo, uma adolescente não pode levar a mesma rotina de treino de uma blogueira fitness sem orientação profissional, porém, ao medo tempo consome o conteúdo dessa digital influencer que promove o próprio corpo como perfeito, saudável e até como se essa fosse a única forma de ser feliz.

Logo, além da responsabilidade dos pais de controlar e instruir o que os filhos consomem na internet, cabe também as plataformas digitais monitorar o conteúdo, os seguidores e as publicidades feitas pelos influenciadores, e se determinado usuário tem condições de produzir um conteúdo saudável para consumo dos outros usuários das redes sociais em sua conta.