O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/04/2020

Na primeira metade do século XX, os filósofos da Escola de Frankfurt criaram o termo “indústria cultural” ao se referir à comunicação que manipulava a sociedade em massa. Passado um século, esse fenômeno foi intensificado pelos influenciadores digitais, superando, inclusive, as mídias tradicionais. Assim sendo, na contemporaneidade, a opinião dos “influencers” afeta, às vezes, de forma negativa, os jovens. Diante disso, cabe uma análise das consequências dessa influência.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a formação dos jovens, na atualidade, é mais impactada pelos “youtubers” do que foi pelo cinema, rádio e televisão. Sobre o tema, o “blog” oficial do “Google” afirma que 70% dos jovens de 13 a 19 anos são mais influenciados por “youtubers” do que por celebridades da TV. Percebe-se com isso, que esses formadores de desejos e opiniões são capazes de ditar moda, ao mesmo tempo que induzem os adolescentes a consumirem determinados produtos e marcas. Isso é uma doutrinação e tem que ser inibida.

Em segundo lugar, o efeito dessa indução que privilegia a cultura do ter em detrimento do ser, foi explorada pelos filósofos alemães Adorno e Horkheimer quando informaram que a cultura de massa “tem o consumidor não como sujeito, mas sim como objeto”. Nessa perspectiva,nota-se que hoje isso é mais intenso, em razão da maior inter-relação e conexão entre os jovens e os influenciadores digitais. Ciente disso, essa tendência crescente de dominação de cidadãos em formação, precisa ser freada.       Infere-se, portanto, que os jovens são induzidos pelos influenciadores digitais. Logo, é preciso libertá-los dessa armadilha. Para isso, deverá o Ministro da Educação, que tem como competência cuidar da formação intelectual e moral dos futuros cidadãos, criar projetos e jogos pedagógicos para serem disponibilizados nas redes sociais e nas escolas com o objetivo de ajudar na formação dos jovens. Para ser efetivo, deve contratar professores com expertise. Espera-se, assim, reduzir a dominação negativa sobre os indivídous e, por fim, melhorar a formação intelectual do cidadão.