O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 11/04/2020
A indústria artística estadunidense teve sua ascensão em 1990, no chamado ‘‘New Pop’’, desde então músicos, escritores etc tornaram-se celebridades, ou melhor, influenciadores. Decerto, a indústria midiática abusou desse poder ao criar um abismo entre o ser e o ter. Junto com isso, a displicência governamental sobre influenciadores digitais é outra problemática, pois corrobora com a alienação do público infantojuvenil. Todavia, é paradoxal que meios de comunicação regulamentados pelo governo prejudiquem a democratização da educação.
Em primeiro plano, é do senso comum que as jovens são mais suscetíveis a ideias, pois é na infância que se constrói a base do conhecimento. Por isso, as empresa utilizam de personalidades influentes entre os jovens para modelar o pensamento infantil, de forma que crie neles o mais puro pensamento capitalista, o ter. Um exemplo disso ocorreu em 2018, quando no Brasil, os chamados ‘‘Outfits’’, vídeos que mostram a vestimenta de celebridades, aclamaram a internet. Desse modo, adolescentes são fixados a esses mundo e se contorcem quando forçados a sair deles, sinalizando a escassa gama de conhecimento desse público.
Outrossim, o poder público não age no combate ao controla do pensamento juvenil. Acerca disso, Thomas Hobbes afirma que é dever do estado garantir a segurança do cidadão, o que demonstra a importância estatal da luta contra a alienação. A problemática em volta da transparência do estado, nesse caso, é a criação de uma identidade cultural controladora e consumista, onde os mais suscetíveis estão presos por grilhões inerte a possibilidade de desvencilhamento, promovendo uma desvalorização do conhecimento em detrimento da democratização do pensamento, ou melhor, da formação do jovem.
Portanto, seguindo o pensamento do cantor Beto Guedes, ’’ Vamos precisar de todo mundo para banir do mundo a opressão’’, é necessário a união das pessoas para discutir o impacto de influenciadores digitais. Além disso, o ministério da cidadania deve intervir na crescente escassez de conhecimento do jovens, promovendo, por meio de das universidades, palestras elucidativas, que contenham dados estatísticos, ideias e discussões filosóficas acerca de variadas áreas do conhecimento e, sobretudo, o abismo criado pela indústria cultural. Pois, somente assim, será quebrado o paradigma proveniente do movimento ‘‘Pop’’ estadunidense.