O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 10/04/2020

Os filósofos alemães Adorno e Horkheimer criaram o conceito de “indústria cultural”, em que  consiste em uma padronização de valores transmitidos nos meios de comunicação. Nesse sentido, estão inseridos os influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, que possuem milhões de seguidores,  predominantemente por um público juvenil. Desse modo, é importante observar o impacto desses influenciadores na vida dos jovens, cada vez mais conectados às redes sociais.

Sabendo da força dos influenciadores digitais, as empresas estão investindo cada vez mais  nessas pessoas para divulgar  produtos, etc. devido ao grande alcance de público e na capacidade que eles têm de influenciar comportamentos, já que conseguem se aproximar dos seguidores, criar uma certa relação,  de uma forma natural e que desperta vontade de acompanhar a vida de tal influenciador, o que ele consome, roupas que usa, estilo de vida.  Isso é nítido pela quantidade de publicidade que essas celebridades fazem, entanto, os pais ou responsáveis, devem orientar os filhos à não se tornarem alvos fáceis, ou seja, que não sejam influenciados tão facilmente com essa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam a ética de lado para um estímulo ao consumo.

Além do mais, é importante citar casos de atitudes preconceituosas de criadores de conteúdo digital, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Um exemplo disso é Júlio Cocielo, em que suas piadas foram consideradas racistas. Comportamentos como esse são inadmissíveis, pois reforçam estereótipos impostos pela sociedade e distorcem a visão de mundo dos jovens, confirmando a ideia de Adorno, que a cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Evidentemente, os influenciadores digitais têm poder sobre as pessoas, principalmente os jovens,  de persuadir e inspirar o comportamento dos mesmos. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo visto nas plataformas onlines e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para estimular o consumo por meio da alienação das massas. Com isso, acredita-se  desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que os permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural” sem serem influenciados negativamente.