O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 09/04/2020
“Internet: O Filme”, lançado aos cinemas em 2017, o qual vários youtubers entram em conflitos constantemente, em busca de fama a qualquer preço. Analisando esta problemática, tem-se como principal dificuldade a grande influência que estes artistas exercem sob a formação dos jovens na sociedade atual, acarretando problemas como a fácil persuasão do indivíduo e o fanatismo por sentir-se necessitado a ser igual ao seu influenciador. Com base nisto, o impacto causado por esses famosos deve ser regulado incessantemente, para que haja um maior controle que amenizem esses efeitos no mundo digital.
É primordial abordar que, redes sociais, como Instagram e Youtube, são as principais plataformas utilizadas para causar uma influência maior nos usuários, impactando fortemente no mundo real. Segundo levantamento da pesquisadora Luciana Corrêa, do ESPM Media Lab, é possível identificar que entre os cem canais de maior audiência no Youtube, 36 abordam conteúdo direcionado ou consumido por crianças de zero a 12 anos. Tendo isso em vista, faz-se necessário que os pais equilibrem o tempo dos jovens na internet, já que são facilmente persuadidos por este meio.
Ademais, é de conhecimento social que vive-se o auge do capitalismo e do mundo virtual na última década, afetando não somente adultos, como principalmente os menores de idade. Devido a isso, pode-se ligar ao Big Brother Brasil 2020, cuja influenciadora Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, entrou para promover sua marca de maquiagens, triplicando as vendas de seus produtos durante o programa. Dessa forma, é perceptível o impacto causado por estes artistas nos jovens, gerando até mesmo uma obsessão para tornar-se igual ao influenciador, ocorrendo a criação de um padrão estereotipado na sociedade.
Em virtude dos fatos apresentados, conclui-se que, a fácil persuasão dos jovens e o fanatismo pela cópia são principais fatores para que haja tamanho impacto virtual. Com isso, faz-se necessário que os pais e responsáveis verifiquem o conteúdo assistido nas plataformas onlines e auxiliem na construção crítica do jovem, a fim de o fazer enxergar se aquilo, de fato, acrescenta algo em sua vida. Além do mais, cabe ao Poder Executivo firmar mais a lei n° 12.965/2014, cuja a mesma regula o uso da internet no Brasil, através de um ajustamento de horas nas redes sociais, com o intuito de equilibrar o indivíduo na vida real e virtual. Desta forma, será possível criar uma sociedade comunicativa e igualitária.