O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 09/04/2020

Ainda no final do século XX e início do século XXI Zygmunt Bauma já abordava em seus livros como “O Mal Estar Da Pós Modernidade” e “Amor Líquido” questões relacionadas às redes sociais e seus impactos negativos no indivíduo e na fluidez das relações humanas. Atualmente, pode-se notar em escalar avançada a concretização dessa ideia através de jovens que se conectam mais e se relacionam menos, idealizando uma vida fora de suas realidades e cada vez mais insatisfeitos pelo “ter, em detrimento do ser”.

Embora os veículos virtuais tenham se apresentado como ferramentas de expansão de conhecimento, aproximação entre pessoas distantes, e influenciadores digitais, os quais apresentam mais ou melhores opções de consumo dos navegadores, deve-se também pontuar problemáticas referentes à esses veículos. Logo, os principais fatores envolvidos nesse tema remetem ao distanciamento das relações humanas presenciais e insatisfação vivenciada pelos sujeitos conectados que não se contentam com suas realidades e seus bens materiais, buscando sempre por mais quantidade. Por consequência, os resultados do distanciamento e insatisfação causam nos joviais internautas problemas como isolamento social e ansiedades prejudiciais ao bem estar físico e mental.

Uma vez que esse afastamento da vida real acontece os juvenis ficam cada vez mais ansiosos para obterem bens e estilos de vida que consideram ter extremo valor, valor esse não condizente ao cotidiano vivenciado por eles. Ademais, às consequências estão ligadas à dificuldade de relacionamento através do mundo fora das telas junto a frustrações, inseguranças, sentimentos de descontentamento pelo ser e o que se possui. Diante dessas condições percebe-se a infelicidade e o embaraço de viver bem em sociedade junto a ânsia de estar cada vez mais dentro de uma bolha social reclusa de ideias palpáveis, acessíveis, seguras e saudáveis para se sentirem satisfeitos, valorizados e valorizarem o que já possuem.

Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse. Inicialmente, o CONAR (Conselho Nacional De Autorregulamentação Publicitária)  deve reunir seus membros afim de direcionar os influenciadores digitais através de normas éticas para que se comuniquem com público no propósito de conscientizá-los sobre o uso abusivo das redes sociais, o consumo excessivo de produtos e , em função de não só ajudar na melhor relação entre pessoas que hoje passam mais tempo conectadas do que se relacionando mas também trabalhar esses jovens os quais atualmente sentem-se inquietos e inseguros nas condições em que se encontram virtualmente,para que conquistem confiança,segurança e satisfação para se relacionar e viver com visões de mundo alternativas.