O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 07/04/2020

Policarpo Quaresma, tem como característica mais marcante um nacionalismo ufanista, acreditando em um Brasil utópico. Entretanto, o descaso com a formação dos jovens por efeitos de influenciadores digitais torna o país ainda mais distante do imaginado pelo personagem. Nessa perspectiva, seja por influências preconceituosas, seja por estratégias de marketing, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano, sabendo da força desses influenciadores, empresas estão investindo cada vez mais neles para divulgarem seus produtos e alcançarem um grande público. Devido a enorme capacidade de moldar e impactar o comportamento dos jovens, as celebridades acabam despertando interesse e desejo nos adolescentes em acompanhar suas tendências e estilo de vida. No geral, os influencers passam uma imagem de realização e de uma vida cheia de conquistas, desse modo, pode ser observado a valorização de bens materiais e status na sociedade. Com isso, medidas são necessárias para alterar esse entrave.

Vale analisar ainda a grande influência preconceituosa na personalidade das crianças, que podem contribuir para a construção do caráter desses sob fundamentos frágeis. Como exemplo, uma pesquisa da plataforma Youpix apresentou que mais de 85% das pessoas foram impactadas por famosos nas redes sociais. Isso demonstra, que a maioria dos jovens se deixam levar pelas mídias, não construindo sua própria identidade e perspectiva sob determinados assuntos compartilhados socialmente. Assim, ações precisam ser tomadas para acabar com esse problema.

Portanto, fica claro que os influenciadores digitais têm um grande poder de persuasão no modo de agir dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas onlines pelos filhos, isso pode ser feito com o propósito de desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permita fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da indústria cultural. Urge também a mídia de criarem campanhas em que o tema seja a valorização do ‘‘ser" e não do ‘’ter", com o intuito de conscientizar que fama e glamour não trazem felicidade e realização emocional. Somente assim, notar-se-á que essas seriam algumas das medidas para mitigar com essa problemática.