O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 15/04/2020

A inovação tecnológica do século XXI revolucionou a maneira como os seres humanos se comunicam. De tal forma que, o cientista Albert Einstein temia que a tecnologia ultrapassasse a interação humana e criasse uma geração de indivíduos facilmente manipuláveis. Entretanto, infelizmente, seu medo está se concretizando, os jovens desse século são cegamente persuadidos pelos influenciadores  digitais, isso ocorre devido ao consumo desinformado e a formação de cidadãos acríticos.

A priori, para o pensador Karl Marx, num mundo capitalista, em que predomina a produção alienada, também o consumo tende a ser alienado. Logo, o problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas pelos meios de comunicação. Assim, os influenciadores digitais, que em suas redes sociais, com milhares de seguidores, principalmente jovens, promovem a divulgação em massa de produtos e marcas patrocinadas e de um estilo de vida e padrão cultural de corpo e saúde. Assim, seduzindo seus visitadores ao desejo de possuir tais produtos, para assim, alcançar a felicidade e o status social propagado pelas blogueiras e blogueiros. Juntamente a isso, o controle de dados da internet é programado para incentivar o consumo inconsciente e é programado para bombardear propagandas nas redes sociais do consumidor o impulsionando a comprar seus materiais.

A posteriori, é válido analisar o conceito do filósofo John Locke, o qual diz que o homem nasce uma folha em branco, e que todo o conhecimento é proveniente das experiências. Dessarte, os influenciadores digitais tem responsabilidade quanto a formação dos jovens. Pois, suas publicações contribuem para a construção do pensamento crítico desses jovens, e também o seu pensamento ideológico. Da mesma forma, para o estudioso Imanuel Kant, o ser humano passa pela menoridade intelectual, onde a heteronomia o leva a obedecer a algo externo, sem autonomia e sem racionalidade plena, sendo facilmente sugestionado pelo meio em que navega, pelas pessoas a quem segue, assimilando as informações publicadas por eles, e também os seus ideais e valores.

Portanto, é indubitável que o Ministério da Educação, crie formas para promover o consumo consciente de mercadorias e de informação, por meio da inserção obrigatória da matéria de educação financeira nas instituições de ensino, e também, façam campanhas educativas para conscientizar sobre a absorção de informações na internet. Com a finalidade de evitar que os jovens sejam negativamente influenciados pelos “digitais influencers”. Conjuntamente, os proprietários das redes sociais, como o Instagram, devem instruir seus usuários, pois as suas publicações podem interferir na formação intelectual dos seus seguidores.